Banco da Terra atende 491 famílias
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sexta-feira, 26 de abril de 2002
Benedito Teles Equipe da Folha 
Santo Antônio da Platina A região de Jacarezinho, no Norte Pioneiro, abriga 41% do total das famílias assentadas no programa federal Banco da Terra no Paraná. Desde a implantação do primeiro grupo já foram beneficiadas 491 famílias, com investimentos de R$ 16 milhões. Segundo informações da Secretaria Estadual de Agricultura, o volume financeiro investido corresponde a 60,5% dos recursos do programa investidos no Paraná.
O projeto Banco da Terra prevê a organização dos agricultores para a aquisição de propriedades rurais e a implementação de infra-estrutura com o financiamento do Banco do Brasil e acompanhamento técnico da Emater e Seab. O grupo pioneiro no Paraná foi o Barra Mansa, em Santo Antônio da Platina, em setembro de 1999.
Quarenta agricultores receberam lotes de cinco alqueires no segundo semestre de 2001. As famílias plantaram milho e se preparam para a primeira colheita em maio desse ano. A expectativa é que a rentabilidade seja de 200 sacos por alqueire com uma renda de R$ 5 mil por família.
A presidente da Associação Barra Mansa (ABM), que reúne os agricultores beneficiados no projeto, Eliani de Fátima Simões, está entusiasmada. Segundo ela, o projeto permitiu a realização de novos programas e surgiu pelas mãos dos próprios agricultores. Conhecemos o projeto por meio da Voz do Brasil, explicou. Em Santo Antônio, seis grupos foram criados e beneficiaram 147 famílias.
Eliani de Fátima explica que as primeiras reuniões foram realizadas em maio de 1999. Em seguida, com o acompanhamento da Emater e Seab, foi encaminhada uma carta consulta, em que são avaliados os beneficiários e a propriedade, aos órgãos do Banco da Terra. Após a aprovação, no primeiro semestre de 2000, foi encaminhada a proposta de financiamento elaborada pela Emater. Os primeiros recursos obtidos pelo grupo nas novas terras foram provenientes de um arrendamento de cana-de-açúcar a partir do segundo semestre de 2001.
Um dos colaboradores do projeto Luzimá Araújo Medeiros destacou que o projeto reintegrou trabalhadores rurais que procuravam alternativas na cidade. O pré-requisito dos beneficiários é comprovar o trabalho rural durante, pelo menos, cinco anos. O agricultor Walter Fernandes Oliveira diz que na área será cultivado café. Ele explica que o plantio do café será realizado, ainda, neste semestre. O grupo também terá áreas destinadas a olericultura.
O agricultor Darci Tadeu Ribeiro é um dos beneficiários e está entusiasmado com a área. Ele revela que nunca teve uma propriedade agrícola e acredita que sem o programa não teria condições de adquirir uma área. O agricultor está otimista e pretende trabalhar somente em sua propriedade. Nos lotes faremos nosso futuro,disse.
A agricultura Sueli Chaves deixou a cidade e pretende ficar no campo. Ela é uma das beneficiárias do grupo e conta que tentou buscar alternativas de trabalho na cidade, mas que não conseguiu. Ela e a família também estão na área e planejavam para ainda este mês a colheita do milho. A agricultora acredita que com o cultivo do café o rendimento da família possa superar a renda no período em que estavam na cidade. Os lotes são bons e vamos trabalhar!, comemorou.


