Balsa continua parada no Rio das Cinzas
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terça-feira, 05 de abril de 2016
Marcos André de Brito<br>Especial para a FOLHA 
Itambaracá A balsa que deveria fazer a travessia de veículos sobre o Rio das Cinzas pela PR-436, entre Itambaracá e Bandeirantes, ainda não entrou em atividade. A embarcação foi instalada há cerca de quatro semanas, como meio de transporte até que uma nova ponte seja construída no local para substituir a antiga que partiu ao meio com as fortes chuvas que caíram na região no mês de janeiro.
Segundo autoridades, o aterro feito pela construtora, que trabalha na construção da nova ponte, para a colocação de pilares no leito do rio ocasiona uma forte correnteza que impede a balsa de atracar na base construída do lado de Itambaracá. Na última sexta-feira, representantes do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), da construtora e da empresa F. Andreis, que opera a embarcação contratada pelo Estado, se reuniram em Itambaracá para buscar uma alternativa que possibilite a operação da balsa.
Para o prefeito de Itambaracá, Amarildo Tostes, a demora no início dos serviços da balsa já reflete na economia do município. Os veículos oficiais que fazem viagens para Bandeirantes, Cornélio Procópio e Londrina, percorrem de 25 a 30 mil quilômetros a mais por mês. Só para chegar a Bandeirantes, onde centenas de pessoas trabalham, estudam ou fazem tratamento médico, o trecho alternativo entre Itambaracá a Andirá, eleva o percurso em 45 quilômetros. Pela ponte o trajeto era de apenas nove quilômetros.
Tostes espera uma decisão para esta semana, conforme teria lhe confirmado o engenheiro do escritório regional do DER, Ivo Otto Klein, se será necessário mudar o local de operação da balsa ou se a construtora conseguirá reduzir a correnteza na área onde a embarcação está. "Definir um novo ponto para a balsa vai atrasar ainda mais o início da travessia, pois além da construção de novos atracadores, precisamos da permissão dos proprietários rurais para modificar também a ligação até a rodovia, sem contar que a distância será ainda maior nos dois sentidos. Acreditamos que a diminuição da correnteza seja a medida mais sensata. O leito do rio precisa estar calmo para a travessia segura da balsa", avaliou. A reunião que define a operação da embarcação está marcada para hoje à tarde em Itambaracá.
TERCEIRA PONTE
A primeira ponte sobre o rio das Cinzas na PR-436 foi construída há cerca de 50 anos e permitia a passagem de apenas um veículo. No final dos anos 1990, uma nova ponte a substituiu, construída pela Companhia Energética do Estado de São Paulo (Cesp) como compensação por áreas alagadas no município para a construção das hidrelétricas de Canoas I e II, no Rio Paranapanema.
Essa foi a ponte levada pela chuva forte do último mês de janeiro. As obras de construção da nova ponte, segundo o DER, estão sendo feitas dentro do prazo estabelecido pela construtora. De acordo com o projeto, a nova ponte terá uma elevação de 5 metros em relação ao nível anterior. Esta mudança permitirá mais vazão no leito do rio quando a água subir acima do nível natural.


