Ribeirão Claro - O baixo no nível da água e o aparecimento de diversos bancos de areia têm preocupado moradores e pescadores dos municípios banhados pela represa de Chavantes. Ribeirão Claro, Carlópolis e Siqueira Campos estão entre as cidades que mantém atividades econômicas em torno do reservatório com a pesca e o turismo.
Em Carlópolis, faixas de areia de até cem metros se formam onde antes era a margem da represa. Clubes e praias artificiais têm sido menos procurados pelos turistas devido à baixa da água. Além do turismo, a cidade conta com uma colônia de pescadores que vive da criação de tilápias, pacus e outros peixes nativos criados em tanques-rede na represa.
De acordo com o presidente da Colônia de Pescadores Z6 de Carlópolis, Valdeci Juvêncio Natal, o baixo nível de água da represa já tem gerado o aumento da mão de obra dos pescadores "Com a água baixa está sendo difícil manter os peixes nativos, pois eles não alcançam o capim dos barrancos para fazer a desova, dessa forma, as ovas ficam mais expostas aos predadores e causam também a diminuição da produção", diz. Com isso, o custo operacional registra alta de 10%. "Os tanques que antes ficavam próximos à margem, estão sendo levados quase para o meio da represa onde a água se concentra. Somos forçados a usar mais barcos, além de mais pessoal para trabalhar com a mudança dos tanques para locais mais profundos", explica.
Atualmente a colônia de pescadores conta com 170 associados, dos quais 21 vivem diretamente do trabalho nos tanques-rede. São 450 tanques espalhados nas margens da represa, próximo à ponte Benedito Garcia Ribeiro, que faz divisa com o município de Fartura (SP), com uma produção média anual de 600 mil quilos de peixes.
Em Ribeirão Claro, a baixa da água tem preocupado os empresários que possuem pousadas e restaurantes mantidos pelo grande número de turistas que passam pelos balneários formados pela represa. De acordo com a secretária municipal de Turismo, Meio Ambiente, Esporte e Lazer, Edilaine Saganelli, o baixo nível de água na represa de Chavantes já afeta alguns eventos, além da redução de turistas. "A praia artificial quase não existe mais e os turistas deixam de visitar a área. Até um campeonato de pesca a corvina realizado aqui teve o número reduzido de inscrições, pois os participantes associaram a baixa da água ao sumiço de peixes", relata.

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