Ibaiti - A chuva esperada para amanhã deve amenizar os problemas que, principalmente, a cidade de Ibaiti tem enfrentado nos últimos dias com a baixa umidade relativa do ar. No sábado, dia 11, chegou a ser registrado um índice de apenas 10% no município.
A técnica em meteorologia do Instituto Tecnológico Simepar, Vanessa D'Avila explica que a baixa umidade se deve justamente a chegada do frio no início da semana passada, associada a um sistema de alta pressão seco. ''Essa umidade não afetou apenas o norte pioneiro, mas todo o Estado. Na região sul tivemos cidades até abaixo dos 10%'', informa.
Ainda na região, as cidades de Nova Fátima e Cornélio Procópio chegaram a índices inferiores a 30%. ''Nos últimos dias, o clima vem melhorando, e a chuva prevista para todas as regiões do Paraná na quinta-feira deve amenizar os problemas'', avisa.
Um dos maiores riscos da baixa umidade é o surgimento de doenças respiratórias, sobretudo em crianças. O clínico geral em Ibaiti, Arildo Brito Simões, diz que com esse clima costuma aumentar os casos de gripe, resfriado e bronquite asmática, por isso alguns cuidados são importantes.
Embora não tenha dados precisos, Simões afirma que a semana passada teve um ''aumento natural'' de pacientes procurando por auxílio quanto a quadros respiratórios.
O uso de bacias e baldes com água é um bom método para aumentar a umidade. ''A orientação é que se coloque essas bacias nos cantos da casa. A presença delas ali ameniza a sensação de desconforto'', indica.
O médico orienta que pacientes que tenham bronquite asmática e crianças - grupos que mais sofrem com o clima - evitem a exposição a essa variação climática. ''Caso a criança esteja com um quadro de virose, pedimos aos pais que evitem até mesmo levar o filho para a creche para não afetar outras pessoas.''
Apesar da expectativa de melhora do ar devido a previsão de chuva, Simões orienta que moradores com sintomas de desconforto em razão do clima seco procurem um dos cinco postos de saúde (três na zona urbana e dois na rural) para fazer inalação. Já para casos mais graves, a orientação é buscar atendimento em uma unidade hospitalar do município.

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