Aventura nos céus da região
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quarta-feira, 13 de junho de 2001
De Mireilli Baroni De Ibaiti Especial para Folha 
A adrenalina sobe. A aventura é radical e o estresse diminui. Os esportes radicais movimentam muitos músculos, aquecem todo o corpo e a cada dia ganha mais adeptos. Há cerca de seis anos, o empresário Josmar Bahena, de Ibaiti, pratica paraglider, também conhecido como parapente, que é a fusão de dois esportes: alpinismo e pára-quedismo.
O elo perdido entre os dois esportes foi providenciado por alpinistas europeus que desciam voando das montanhas, depois de correr encosta abaixo inflando pára-quedas. Então surgiu a necessidade de pára-quedas cada vez mais lapidados, que pudessem não apenas permitir a descida pelo ar, mas com maior manobrabilidade e capacidade de planeio. Desta evolução surgiram equipamentos cada vez mais sofisticados que se tornaram então mais uma forma de vôo livre, explica Bahena.
Segundo o empresário, o esporte está crescendo em todo o Paraná. Cerca de 200 praticantes fazem parte da Associação Paranaense de Paraglider (Appar). Para Bahena, o Pico do Agudo, em Ibaiti, com 370 metros de declive, é o melhor point do Estado para realizar o cross country. Outros locais que também são adequados para essa prática é o Morro do Bim, em Santo Antônio da Platina, com 110 metros de declive e de fácil acesso, e o Morro do Gavião, em Ribeirão Claro.
Você decola contra o vento a partir de um relevo e sai pro abraço. Aí é só curtir a sensação de estar solto no ar, voando com os pássaros e sentindo a brisa batendo em seu rosto, disse. Se bem sustentado, um vôo pode durar até seis horas, dependendo das condições climáticas e da resistência física do praticante.
Segundo Bahena, o equipamento utilizado na prática do paraglider tem um custo relativamente caro. Na média, um equipamento usado pode ser adquirido por aproximadamente US$ 2 mil. Mesmo sendo um pouco caro, a vantagem é que ele pode ser carregado no porta-malas do carro, é compacto e o peso gira em torno de 30 quilos, informou.


