Aumenta nosso rebanho
A Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) apresentou o relatório da última campanha de vacinação contra a febre aftosa no Paraná e constatou que, além de um alto índice de imunização, 98,8% o que comprova o grau de conscientização do pecuarista paranaense. Houve aumento de 8.555 novas propriedades cadastradas e de 204 mil cabeças em relação à campanha de novembro do ano passado.
O Estado tem hoje 210.273 propriedades cadastradas e um total de 9.556.147 cabeças, entre bovinos e bubalinos. A região que detém o maior número de animais é a de Umuarama, com 1.406.627 cabeças; em segundo vem a região de Paranavaí, com 1.122.547 cabeças.
Um outro dado interessante levantado pelo relatório é que dos 20 núcleos regionais, seis obtiveram 100% de imunização: Jacarezinho, Cornélio Procópio, Apucarana, Londrina, Paranaguá e Paranavaí. A região com menor índice de cobertura foi a de Irati, com 93%. Mesmo assim, se comparado com outras campanhas, o índice pode ser considerado muito bom.
- Sucesso
Não é fácil obtê-lo. E quando se consegue, ele causa inveja em quem vive semeando o rancor e a discórdia. Embora com dificuldades de diversas ordens, os poucos, mas abnegados membros da patronagem e voluntários do CTG Coxilha Platinense, arregaçaram as mangas e transformaram a Semana Ruralista e o 14º Rodeio Crioulo, num grande sucesso de público e negócios.
Nos três leilões realizados, dois de gado e um de máquinas e implementos agrícolas usados aliás o primeiro do gênero no Norte Pioneiro, e que foi aprovado com méritos a movimentação financeira foi de R$ 388 mil; sem dúvida uma soma respeitável, se compararmos com resultados financeiros de outros eventos tradicionais da região.
A idéia para o ano que vem é, em parceria com órgãos públicos e privados ligados à agropecuária, transformar o CTG num grande espaço de aprendizado e aperfeiçoamento na área rural.
- Números
O Brasil deverá abater esse ano cerca de 34 milhões de cabeças, e produzir mais de sete milhões de toneladas equivalente/carcaça. Enquanto o Paraná deverá abater 2,6 milhões de cabeças e produzir 550 mil toneladas equivalente/ carcaça, o Mato Grosso do Sul abaterá 4,45 milhões de cabeças para uma produção estimada de 900 mil toneladas equivalente/carcaça. Embora perca para o Mato Grosso do Sul em número de animais abatidos, 4,4 milhões, São Paulo terá a maior produção equivalente/carcaça do País: 960 mil toneladas.
Por outro lado, projeta-se um abate de 15 milhões de cabeças de fêmeas. No Paraná, 1,15 milhão de cabeças; no Mato Grosso do Sul, 2,3 milhões e em São Paulo, 1,3 milhão de cabeças.
Se por um lado o abate de fêmeas possa ser considerado alto, por outro a produção de bezerros pode ser considerada boa: 37,5 milhões. O Paraná deverá produzir 2,3 milhões de bezerros; Mato Grosso do Sul 5,2 milhões e São Paulo cerca de 3 milhões de bezerros. A relação entre abate e nascimento apresenta um saldo de 9,9%, índice menor que o de 99, que foi de 10,4%; mas muito superior ao de 93, que foi de 0,3%.





