Atraso prejudica população
Enquanto a agência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Santo Antônio da Platina não funciona, os moradores da cidade que precisam passar por perícias médicas, fazer pedidos de aposentadoria ou qualquer outro serviço da previdência, têm que se dirigir à unidade de Jacarezinho, que fica a 20 quilômetros de distância. Mesmo sendo perto, há poucos horários de ônibus entre as duas cidades e quem precisa pode perder até o dia inteiro enquanto espera por atendimento.
É o caso de duas pessoas da mesma família que moram na periferia de Santo Antônio. A dona de casa Edna Maria Correa está afastada da função de serviços gerais que exercia na prefeitura porque começou a sofrer desmaios. Atualmente, a cada dois meses, em média, ela é encaminhada por médicos para fazer exames em Jacarezinho. ''Se tivesse a agência aqui (em Santo Antônio) ficaria bem mais fácil porque tem dia que a gente sai de casa de manhã e só volta no final da tarde'', afirma.
O operário Mauro Sérgio Ferreira, de 24 anos, é filho de dona Edna. Ele trabalhou durante três anos em uma indústria local e está afastado há dois anos e meio por dois problemas de saúde causados na linha de produção. Ferreira perdeu 20% da audição porque, segundo ele, a empresa não fornecia os equipamentos de proteção e está com problemas de tendinite, bursite e derrame muscular nos dois ombros causados por esforços repetitivos.
A exemplo de dona Edna, o jovem também precisa ir a cada dois ou três meses para fazer perícias médicas em Jacarezinho e acha que o problema poderia ser amenizado se a agência do INSS já estivesse funcionando em Santo Antônio da Platina.





