O tesoureiro da APC disse que existe uma grande dificuldades em trazer os policiais para a região. ‘‘São problemas burocráticos e financeiros’’, garantiu Reinutti, lembrando que a APC é responsável pelo combustível, alojamento e alimentação dos policiais.
Conforme um dos fundadores da APC, Fernando César da Silva, o grupo é formado por pescadores que perceberam a necessidade de preservar o meio ambiente. Ele disse que praticava a pesca predatória e assim colaborou com a depredação ambiental, mas assegura que se redimiu. ‘‘Notei a proporção do prejuízo que estava provocando ao meio ambiente e mudei minha conduta’’, afirmou.
Para Silva, a principal dificuldade da APC é a falta de recursos. Para a equipe sair a campo são necessários barcos e motores. ‘‘Com equipamentos teríamos condições de fiscalizar o rio com maior frequência e intensidade. Infelizmente não recebemos o apoio necessário. A devastação no Rio das Cinzas é grande e já presenciamos, por várias vezes, pessoas praticando a pesca predatória. Eles já perderam o medo’’, desabafou.
Recentemente, a APC, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Corpo de Bombeiros de Santo Antônio da Platina soltaram cerca de 10 mil alevinos de lambari, pacu e corimba no Rio das Cinzas. ‘‘Estamos repovoando o rio frequentemente. Ao contrário, os peixes não existiriam mais naquele rio’’, disse Reinutti. Após a formação da nova diretoria, segundo Reinutti, novos projetos serão colocados em prática, como o reflorestamento do Rio das Cinzas e seus afluentes. (M.B.)

mockup