Associação de catadores reclama de valores pagos e da falta de condições de trabalho
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Redação FolhaWeb 
A Associação dos Catadores de Cornélio Procópio reinvindica da Prefeitura um repasse de R$ 30 mil mensais de subsídio para continuar o trabalho na usina de reciclagem do município. A presidente da associação Ester Batista da Silva ameaça parar o trabalho caso não haja um acordo.
''No total, cada reciclador recebeu R$ 224'', afirma Ester. Ela alega que não dá para sobreviver apenas com a renda da venda do material coletado. No mês de novembro de 2011 a arrecadação com a venda dos materias foi de R$ 6.280 e o valor foi dividido entre os 28 trabalhadores.
Em dezembro, a arrecadação foi um pouco melhor, totalizando R$ 9.389,07 que, dividido entre as 25 pessoas que trabalharam, resultou em um ganho médio de R$ 375. ''Para quem não teve nenhuma falta. Tem gente que faltou e recebeu R$ 320'', explica. A diária paga, segundo ela, chega ao valor máximo de R$ 25 ao dia. Os associados entram no trabalho às 8 horas e deixam às 17 horas.
Segundo o secretário municipal da Administração, João Carlos Bruno, o Executivo está estudando a viabilidade para o repasse do subsídio. ''Não podemos simplesmente prometer a verba sem antes saber o que determina a lei. Fornecemos máscaras, luvas, o transporte e todos os materiais necessários para o serviço'', diz.
''Além dos repasses já realizado, os trabalhadores receberam uma ajuda de custo de R$ 150 para complementar o salário das 28 pessoas que integram a associação'', informa. Bruno acrescenta que até o final deste mês deve ser concluído o levantamento sobre as necessidade da usina de reciclagem e o que pode ser feito para melhorar as condições de trabalho no local.
Confira mais informações na matéria da repórter Kalinka Amorim
Leia também:
Faltam melhores condições de trabalho
Reciclagem exige conscientização


