Assentamento em Carlópolis mantém 83% e se consolida
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Widson Schwartz <br>Especial para a FOLHA 
''Acho que está muito bem, (pela evolução) desde o dia em que a gente foi demarcar a fazenda e ao se olhar para o jeito que está hoje'', diz o agrônomo Artur Bohrz sobre o assentamento de 34 famílias numa parcela da Fazenda Três Fontes, em Carlópolis, adquirida com financiamento do Programa Nacional de Crédito Fundiário. Das 41 famílias selecionadas há cerca de quatro anos para ocupar pequenos lotes totalizando 162,4 hectares, apenas sete delas não quiseram ficar e outras serão chamadas.
Meeiros, arrendatários e outros experientes trabalhadores da cafeicultura formavam as famílias escolhidas para o assentamento, então coordenado pela agrônoma Francislaine Ribeiro Bohrz na parte produtiva. Contratada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), participante da execução, mais tarde Francislaine foi substituída pelo marido, Artur Bohrz.
Pelas característica de solo, topografia e clima, sabia-se que o café ocuparia um número maior de lotes; reservando-se os outros à pecuária de leite e à fruticultura, uva e maracujá as melhores opções. Segundo Bohrz, os que deixaram o assentamento, se dedicavam à pecuária de leite, ''cinco ou seis foram abandonando'' e houve ''negligência do poder público'', a Prefeitura, que não instalou um resfriador de leite solicitado. E um dos desistentes não podia mesmo ficar, desde que um acidente o incapacitou para a ordenha, não podia mais tirar leite.
Hoje a maioria dos assentados declara-se satisfeita com a produção, mas nem todos estão completamente integrados, por causa de duas deficiências: de água no espigão, onde a perfuração de poços é muito cara, sugerindo-se a cooperação do poder público, e de moradias, cuja solução seria a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Há famílias que não moram nos lotes; outras ocupam casas onde era a sede da fazenda, porque não conseguiram construir, informa o assentado Antônio Alves David, que possui casa própria.
A antiga sede da fazenda pertence ao Município, que esboçou anteprojeto de de um complexo turístico e educacional para o lugar, o ''Museu do Café'' e a ''Faculdade de Turismo e Agricultura Familiar''. Da parcela de 174,5 hectares da fazenda, adquirida quando se definiu o assentamento, 12,2 hectares, abrangendo a sede e arredores foram doados ao Município. O museu e a faculdade ocupariam edificações restauradas e novas construções, conforme proposta na administração do então prefeito, Isaac Tavares.
Para concretizar a ideia, dependeria de contribuições de Ministérios afins, do Sebrae e do Senar entre outras instituições. Apenas o assentamento das famílias foi adiante.


