Assaí recebe lixo de quatro cidades
Assaí - A Prefeitura de Assaí repassou toda a coleta e o tratamento do lixo urbano a uma empresa particular, que presta o serviço em regime de concessão. O modelo foi adotado em 2006, bem antes da implantação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos. O município tem um aterro sanitário que fica a 4 quilômetros do centro da cidade.
O aterro de Assaí não funciona no regime de consórcio, como sugere a lei em vigor, mas recebe o lixo de quatro cidades vizinhas: Nova América da Colina, Rancho Alegre, São Sebastião da Amoreira e Uraí. Ao todo, o local recebe quase 22 toneladas de resíduos por dia. Assaí remunera a empresa responsável mensalmente, independente do volume coletado, enquanto as outras quatro cidades fazem o pagamento por tonelada recolhida.
A coleta em Assaí é feita diariamente, cada dia em um dos dois setores da cidade e, nas outras cidades, a coleta é feita em dias alternados, mas em apenas um período do dia.
O município de Assaí ainda tem a coleta seletiva, que conta com a adesão de dois terços da população. Os demais moradores misturam o lixo que seria reciclado ao lixo orgânico, que é encaminhado ao aterro. O material reciclado é levado para um barracão onde trabalham seis pessoas.
Assim que chega ao aterro, o lixo é colocado em esteiras, onde é retirado o que pode ser reutilizado. O gerente operacional da empresa, Ed Carlos Janegitz, explica que o lixo orgânico segue para as valas, que são protegidas por uma membrana para evitar a contaminação do solo. Quando o lixo depositado atinge três metros de altura, é colocada uma camada de terra. O chorume, que é o líquido escuro que resulta da decomposição do lixo orgânico, segue para duas lagoas. Quando a lagoa está quase cheia, o chorume é devolvido nas valas onde está o lixo, para que uma boa parte seja eliminado no processo de evaporação.
Para a diretora do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de Assaí, Céria Hashimoto, uma das principais vantagens da prestação do serviço por uma empresa é a regularidade da coleta, o que nem sempre acontece quando é o próprio município que executa o serviço.
Em poucos dias, parte do lixo que chega ao aterro será usado na produção de pequenos blocos que serão utilizados na produção de energia para atender alguns setores da indústria. (E.A.)





