Asfalto, uma antiga reivindicação
O principal problema para os donos de olarias da Triolândia não é falta de incentivo, de mão de obra de obra ou de matéria prima, e sim a falta de uma rodovia asfaltada. A estrada que passa pelo distrito, a PR 436, liga Ribeirão do Pinhal a Ibaiti, tem 55 quilômetros de extensão e nenhum metro de asfalto. ''Na verdade, em termos de estradas, nós estamos abandonados há muitos anos; o que a gente espera é um asfalto básico e mesmo sem acostamento, já resolveria o nosso problema'', afirma o empresário Edson Pereira de Castro.
Segundo ele, o asfalto é necessário para atender não apenas os donos de olarias, mas todos os donos de propriedades que se localizam nas proximidades rurais da rodovia.
Castro reclama que a ausência de asfalto reduz a vida útil dos caminhões. ''Tem caminhão que está dando despesa com manutenção depois de dois anos de uso, enquanto no asfalto um caminhão com 10 anos está novo; o custo de manutenção fica muito alto mesmo. O caminhão não aguenta, o carro não aguenta e a gente também não aguenta'', reclama. O empresário diz que a situação fica ainda pior em dias de chuva.
Cada caminhão transporta 9 mil tijolos, em média, em cada carga. Considerando uma produção em torno de 125 mil unidades por dia, são necessários 14 caminhões para fazer o transporte. Seguindo ao Norte, em direção a Ribeirão do Pinhal, os caminhões percorrem 16 quilômetros até chegar a uma rodovia asfaltada, e seguindo ao Sul, em direção a Ibaiti, percorrem 39 quilômetros pela mesma rodovia.
O asfaltamento da PR 436 é uma antiga reivindicação não apenas de Ribeirão do Pinhal e Ibaiti, mas de todo Norte Pioneiro. No ano passado, representantes da sociedade dos dois municípios organizaram um abaixo assinado para encaminhar ao governo do Estado oficializando o pedido. A Associação dos Municípios do Norte Pioneio (Amunorpi) também encampou a proposta.
Embora o governo do Estado tenha recebido a reivindicação, não há previsão de quando a obra será executada. (E.A.)





