A Associação de Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) resolveu encampar a reivindicação para asfaltamento da PR-436, que liga Ibaiti a Ribeirão do Pinhal. Segundo o presidente da entidade, Dartagnan Calixto Fraiz (PDT), que também é prefeito de Ribeirão do Pinhal, o pedido foi feito ao governador Beto Richa (PSDB). ''A Amunorpi justificou que este é um clamor geral da população'', afirmou.
A reivindicação pelo asfaltamento da rodovia é antiga, segundo o presidente da Amunorpi. Ele lembrou Beto Richa de que o mesmo pedido foi feito na década de 1980 a seu pai, José Richa, que na época era o governador do Estado. ''Ele (José Richa) não teve como atender a nossa reivindicação, mas acredito que desta vez o Norte Pioneiro será mais feliz''. Para o presidente da Amunorpi, o pedido fica mais fácil de ser atendido quando ''toda a sociedade se une em torno da causa''.
Naquela época, a solicitação de asfaltamento da PR-436 foi iniciada por várias entidades representativas da sociedade civil de Ibaiti e Ribeirão do Pinhal. As lideranças organizaram um abaixo assinado, coletando cerca de 18 mil assinaturas nas duas cidades.
O presidente do Lions Clube de Ribeirão do Pinhal, Francisco Ferreira da Silva Neto, considera que o asfaltamento é importante para resolver alguns problemas essenciais da população. Ele cita, como exemplo, um posto de saúde que fica a 10 quilômetros da cidade e deixou de funcionar por falta de profissionais que não encarram todo dia a estrada com ''excesso de poeira''. Silva diz ainda que os distritos e bairros que ficam ao longo da rodovia têm potencial econômico que justifica o asfaltamento.
O empresário Roberto Regazzo e o comerciante Gilmar Cândido, que lideram o movimento pela iniciativa privada em Ibaiti, participaram de uma reunião política recentemente em Santo Antonio da Platina, na qual um dos assuntos discutidos foi exatamente o pedido de asfaltamento da PR-436.
O deputado estadual Hermas Brandão Junior, que participou do encontro, está tentando agendar uma reunião entre o governador e as lideranças regionais, quando será apresentada oficialmente a reivindicação acompanhada do abaixo assinado. A resposta deve sair nos próximos dias.
A PR-436, que tem 55 quilômetros, é um dos únicos trechos sem asfalto na região. Quem se desloca de uma cidade a outra e não quer passar pela estrada coberta com pedras irregulares, precisa aumentar o percurso entre 40 a 50 quilômetros, utilizando outras rodovias. O problema é ainda maior para os pequenos agricultores e para os cerca de 7 mil pessoas que moram em quatro comunidades próximas.

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