Jacarezinho - Uma olimpíada de robótica promete agitar Jacarezinho nos dias 12 e 13 de junho. A data vai marcar a fase regional do evento que será realizado na cidade. Cerca de 15 equipes de 20 campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná devem participar da competição que será realizada no Ginásio de Esportes do Sesc.
Nesta fase regional da olimpíada os competidores devem levar seus robôs – que foram montados anteriormente – e programá-los na hora para superar um percurso com uma série de obstáculos. Durante as provas os robôs são avaliados por uma equipe de juízes, a competição segue as normas estabelecidas pela Olimpíada Brasileira de Robótica. O coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto Federal do Campus de Jacarezinho, Welk Ferreira Daniel explica que os robôs precisam passar por um percurso que inclui elevações, inclinações e barreiras que devem ser desviadas.
"Os robôs são elaborados a partir de um kit Lego e isso abre a possibilidade dos competidores montarem projetos do jeito que acharem mais adequado. O tempo levado por cada robô e os desafios ultrapassados contam pontos, assim como a criatividade da equipe e a elaboração do projeto", explica o coordenador. Segundo ele, as equipes são desafiadas em duas pistas com diferentes níveis de dificuldades e os robôs são programados de acordo com os desafios propostos alguns minutos antes das provas.
Conforme ele, as provas enfrentadas pelas equipes com seus robôs simulam situações reais no campo da indústria e das atividades cotidianas. Inicialmente o objetivo do projeto apresentado na competição não é converter o robô em um artefato que vá servir para uso real profissional. "A meta dos alunos é colocar em prática as teorias usadas em sala de aula e concluir os desafios propostos nas provas", explica. No entanto, quando os alunos visualizam as diversas possibilidades em que os robôs podem atuar, eles podem usar a criatividade e desenvolver o senso de pesquisa para elaborar projetos que podem se tornar reais. "Apesar de não ser o objetivo da olimpíada, a aplicabilidade dos projetos apresentados pode acontecer no nível pessoal, profissional e na área da pesquisa", salienta.
A Olimpíada de Robótica é uma atividade desenvolvida dentro de um universo muito maior de aprendizagem. Daniel considera a realização do evento positiva para os alunos. "Ela vem como um processo que propicia integração, desenvolve a responsabilidade e estimula a competitividade de forma saudável entre os participantes", comenta.
Os vencedores dessa etapa ganham o direito de participar da final nacional da olimpíada, que será realizada em Uberlândia (MG) de 28 de outubro a 1º de novembro. "Essa fase estadual é apenas para alunos do IFPR e participam os estudantes do segundo e terceiro anos do Ensino Médio integrado ao curso técnico. Na fase nacional estarão competindo um número bem maior de equipes porque todas as instituições que se destacam e trabalham com robótica em cada estado podem participar", comenta.

mockup