As laranjas de Nova América da Colina
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terça-feira, 02 de agosto de 2011
Eli Araujo <br>Reportagem Local 
A laranja de mesa produzida no Norte do Paraná está conquistando novos mercados. Isto se tornou possível graças à mudança de razão social da associação de produtores em cooperativa, com sede em Nova América da Colina. Atualmente, a fruta chega aos consumidores em Londrina e cidades próximas e aos poucos entra também no exigente mercado de Curitiba. A intenção é levar a laranja de mesa a outras regiões do Estado e também a vizinhos, como Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A Cooperativa Nova Citrus foi fundada no começo do mês passado. A organização dos produtores, entretanto, começou em meados da década de 1990 e em 2002 eles decidiram criar a associação. A mudança foi necessária para expandir a comercialização do produto com a emissão de nota fiscal, o que é uma exigência legal e não seria viável no formato anterior.
A nova cooperativa nasce pensando em andar com as próprias pernas, comercializando a produção de seus associados diretamente com as redes de supermercados, mercearias e sacolões para não ficar na dependência de atravessadores. ''A nossa estratégia é trabalhar diretamente com o mercado, o que consideramos mais seguro'', afirma o presidente da cooperativa, Heriberto Bezerra de Melo. No mês passado, a associação participou de uma feira de supermercados, realizada em Londrina, apresentando o produto e mantendo contato com comerciantes de todo o Estado.
A cooperativa reúne 65 pequenos produtores de laranja de mesa de oito municípios da região. A área plantada dos associados é estimada em 650 hectares, com o cultivo de quase três milhões de laranjeiras. No ano passado a produção atingiu 300 mil caixas da fruta. Para este ano a estimativa de produção é de 350 mil caixas. A meta, segundo o presidente da Nova Citrus, é aumentar a produção em pelo menos 40% nos próximos três anos, chegando a 500 mil caixas por ano. Cada caixa de laranja de mesa pesa 25 quilos. A expansão do mercado vai depender do aumento da produção nos pomares.
Todo trabalho é acompanhado por um técnico da Emater, que orienta os produtores desde a adubação, a aplicação correta de defensivos, o plantio de variedades resistentes ao cancro cítrico até o cumprimento das normas sanitárias. O Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) é o reconhecimento da qualidade do produto e, com ele, a laranja pode ser comercializada em qualquer região do País e até mesmo exportada.
A cooperativa possui um barracaão onde as laranjas colhidas nas propriedades são preparadas para o mercado. O trabalho inclui a limpeza, desinfecção, polimento e classificação de acordo com o tamanho. Todo o processo de seleção é mecânico. E a preocupação com a aparência é ainda maior. Depois que passam pelas esteiras, as laranjas com pequenas manchas ou defeitos na casca, sem valor comercial para venda in natura, são separadas manualmente e encaminhadas para as indústrias de suco.


