Após epidemia, Jacarezinho diz que dengue está sob controle
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quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
A cidade de Jacarezinho, que enfrentou uma epidemia de dengue no ano passado, comemora o fato de não ter registrado nenhum caso desde o último mês de setembro. O diretor de Vigilância Sanitária, Luiz Carlos Ferreira, diz ainda que a pessoa infectada havia contraído o vírus na Bahia, o que afasta a possibilidade de novo surto.
Na semana passada uma morte levantou a suspeita de ter sido causada pela doença. Fizemos o teste rápido e deu negativo. Esperamos a confirmação do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), mas tudo indica que o resultado será negativo.
O ano epidemiológico da dengue, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa-Pr), é contado de agosto a julho. Entre 2010 e 2011, Jacarezinho teve 3.597 casos dos mais de 4,5 mil registrados pela 19ªRegional de Saúde, orgão ao qual pertence. Os números de óbitos são ainda mais surpreendentes, dos 14 ocorridos no Paraná, seis foram na cidade.
Para Ferreira, as ações conjuntas entre os orgãos ligados à prefeitura por meio do Conselho Municipal Intersetorial de Combate à Dengue e o número de agentes refletem nos resultados. Hoje são 35 agentes, estamos trabalhando com um número acima do exigido pelo Ministério da Saúde para um município do nosso porte. Os orgãos do conselho tem facilitado o trabalho, se precisamos fazer a roçagem de um terreno, isso acontece de forma rápida, exemplifica.
Hoje, Jacarezinho tem 39.121 habitantes a aproximadamente 19 mil imóveis, o indíce vetorial - que mede a incidência do mosquito no município - está em 0,9%. O indicado pelo Ministério é que esse índice não passe de 1% , ou seja, a doença está controlada, argumenta o diretor.
Outro dado fornecido por ele dá conta de que de janeiro até o dia 4 de fevereiro foram registradas 16 notificações, todas já descartadas pelo teste rápido. A implantação do teste rápido em Jacarezinho no ano passado facilitou o nosso trabalho e o atendimento aos casos suspeitos, pondera.
Apesar do cenário positivo, Ferreira alerta que o calor somado a leves pancadas de chuva tornam o ambiente propício para a proliferação do mosquito. A população precisa ficar atenta e nos ajudar, cuidando de seus terrenos, vasinhos de planta e caixas dágua, só assim manteremos a doença longe da cidade.


