Bandeirantes - O município de Bandeirantes chega aos 80 anos de emancipação política com a perspectiva de se transformar em um importante polo regional de ensino superior. Com uma população estimada pelo IBGE em 32,7 mil habitantes e com quase 2,5 mil alunos matriculados no ensino superior, a cidade tem uma das maiores proporções entre o número de habitantes e o número de estudantes universitários no Paraná.
Para o prefeito Celso Silva (PDT), o primeiro passo para alcançar este perfil foi a transformação em 2008 da antiga Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel em um campus da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), que tem sede em Jacarezinho. Hoje, o campus Luiz Meneghel oferece seis cursos de graduação e tem quase 1.100 alunos.
Em 2003, o município recebeu um campus da Universidade Norte do Paraná (Unopar), uma instituição de ensino particular com sede em Londrina. A unidade hoje tem cinco cursos de graduação e vários cursos de ensino a distância. As duas modalidades somam 1.400 estudantes.
A cidade de Bandeirantes também está no projeto de expansão da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que vai criar um campus no Norte Pioneiro, com sede em Santo Antônio da Platina e outra unidade em Cornélio Procópio. A previsão inicial é que Bandeirantes terá quatro cursos de engenharia. O prefeito acredita que a expansão deverá ser viabilizada no próximo ano. A transformação da cidade em um polo de ensino superior vai contribuir para melhorar a economia local, que teve sempre teve a agricultura como base, avalia Silva.
Nestes 80 anos, segundo o prefeito, o município enfrentou três ciclos distintos na agricultura. O primeiro foi o ciclo do café, até meados da década de 1970, quando veio a geada negra que dizimou a cafeicultura no Estado. O segundo foi o ciclo do algodão, até a década de 1990, que teve seu fim com a praga do bicudo, que acabou com as lavouras em toda a região. O terceiro é o ciclo da cana-de-açúcar, que também passa por um processo de mudança por causa da mecanização da colheita.
Embora a cana-de-açúcar ainda seja a cultura predominante, o prefeito destaca que o município tem atualmente outra "realidade agrícola". Bandeirantes é um dos maiores produtores de alfafa do País e centraliza boa parte da comercialização do produto destinado à alimentação de animais, especialmente cavalos; teve uma expansão na cultura de uvas, sendo o segundo maior produtor do Paraná, mas se destaca mesmo é na produção de hortaliças em estufas. Em 2009, o município tinha menos de 40 estufas e hoje o número de estufas chega a 1.100. "Nós estamos passando por um processo de reengenharia, meio que se reinventando economicamente", define o prefeito sobre as mudanças.

PRÓXIMOS DESAFIOS


O prefeito Celso Silva afirma que um dos principais desafios do município atualmente é a geração de empregos, principalmente para absorver a mão de obra que está deixando os canaviais. Segundo ele, o município tem investido na qualificação dos trabalhadores oferecendo cursos profissionalizantes.
Outras demandas para o município, segundo o prefeito, será a criação de um aeroporto regional, a instalação de uma central de distribuição de hortifruti, com orientação aos produtores e a criação de uma unidade do Instituto Federal do Paraná. Segundo ele, estes projetos devem ser viabilizados até 2016.
Silva acredita que o Norte Pioneiro, como uma mesorregião, tem possibilidade de ser um grande pomar para atender o centro-sul do País e "Bandeirantes terá um papel fundamental neste contexto", garante.

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