Jacarezinho - A direção da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) e uma comitiva de prefeitos da região participaram esta semana de uma audiência com o Ministro dos Transportes João Henrique de Almeida Sousa para discutir alternativas para a recuperação da BR-153 no trecho de 60 quilômetros entre Santo Antônio da Platina e Ibaiti. A entidade propôs a inclusão do trecho ao lote 01 do Anel de Integração do governo do Estado ou a concessão da área para a administração da Amunorpi.
A medida visa permitir que a recuperação da área seja viabilizada pela própria entidade por meio da cobrança de pedágio. A proposta prevê a instalação de uma praça de pedágio e a cobrança de uma tarifa reduzida para permitir a aquisição dos materiais e contratação de pessoal e equipamento para a realização do projeto de recuperação. A direção da Econorte, em entrevista recente, informou que não avaliou a possibilidade de inclusão do trecho, mas que o termo aditivo é definido pelo Governo Federal e Estadual.
O prefeito de Santo Antônio da Platina, Flávio Maiorky (PSDB), disse que a instituição realizou as propostas porque não acredita mais na execução do projeto pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). Ele disse que o órgão informou que o projeto estava aprovado e liberado, mas antecipou que o processo licitatório esta atrasado e só terá início com a liberação do setor jurídico do Ministério dos Transportes. ‘‘Não acreditamos neles, por isso, estamos propondo mudanças radicais para tentar solucionar o problema’’.
A Amunorpi desbloqueou depois de oito dias a rodovia BR-153 durante uma ‘‘Caminhada pela Vida na BR-153’’. O objetivo foi alertar as autoridades sobre a precariedade da rodovia e iniciar as negociações com o Governo Federal para a solução do problema. O ato, segundo a Polícia Militar, reuniu cerca de 1.500 pessoas da região. A BR-153, rodovia Transbrasiliana, ficou bloqueada durante oito dias para pressionar o Ministério dos Transportes. No protesto foram utilizadas 200 toneladas de terra para interditar a rodovia.
O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) não promoveu nenhuma medida judicial para liberar a pista e alegou que a população tem o direito de optar entre uma rodovia esburacada ou rotas alternativas. A direção do DNIT também admitiu o atraso, mas informou que a operação ‘‘tapa buracos’’ terá início nos próximos dias. Segundo eles falta apenas o aval do setor jurídico do Ministério dos Transportes para o início dos programas de manutenção e do processo de licitação para recuperação do trecho.
O trecho apresenta falhas em toda a extensão e em várias áreas o asfalto cedeu. A barreira foi construída em uma área em que a rodovia percorre o município de Japira na região do Pico Agudo a 10 quilômetros da cidade de Ibaiti e a 12 quilômetros de Japira. O local está a 90 quilômetros de Jacarezinho. O tráfego na rodovia é estimado em dois mil veículos/dia.
O prefeito de Japira, Wilson Ronaldo Rony de Oliveira Santos (PSDB), definiu a ausência de medidas do DNIT como descaso. Ele explica que o órgão não realiza obras no local há seis meses. O prefeito confirmou a proposta de solicitar a implantação de uma praça de pedágio por meio de um consórcio coordenado pela Amunorpi. A medida está em avaliação na entidade, mas foi proposta ao Ministério dos Transportes. Ele também explicou que o bloqueio foi interrompido por que causou transtornos para região com o aumento no tráfego da BR-272.

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