Exemplos de gente encontrando o seu espaço no mercado de trabalho por causa do projeto ''Costurando para o futuro'' não faltam em Abatiá. São mulheres e até mesmo homens que têm na fabricação de roupas parte importante da renda familiar.
Tendo deixado o emprego como representante de bebidas para ter mais tempo com a família, Carlos Roberto de Oliveira descobriu seu potencial como costureiro logo nos primeiros dias do curso e resolveu encarar o desafio de uma profissão que ainda é dominada pelo sexo feminino. ''Não tinha noção alguma do que faria, mas dominei a técnica e não vejo problemas em costurar, desde que fique tudo bem feito'', opina. ''Parei de viajar e posso dedicar mais tempo à familia, isso é o mais importante'' completa ele que inicialmente pretendia a vaga de segurança da empresa de costura onde são realizadas as aulas do projeto.
Oliveira não é o único representante do sexo masculino que resolveu agarrar a oportunidade. O estudante Jefferson Henrique Felix cursa Educação Física em uma faculdade particular de Cornélio Procópio viu no curso mais uma opção de renda. Ele trabalhava como servente de pedreiro e o cansaço do serviço muitas vezes o impedia de aproveitar as aulas da faculdade no período noturno. ''Era um trabalho que exigia muito esforço físico, já esse aqui é mais tranquilo'', diz o auxiliar de costura.
Felix comenta ainda que este não é o único benefício do novo emprego. Segundo ele, agora pode programar o quanto gastará e contribuir com as despesas de casa, algo que nem sempre conseguia fazer em sua antiga função.
Vinda de São Paulo após a aposentadoria do esposo, Rosa Nunes dos Santos revela que já tinha alguma experiência com corte e costura e estava sem emprego depois de voltar à Abatiá, cidade onde nasceu. ''Precisava de algo para fazer, sabia usar máquina comum e o curso me ensina a utilizar também a industrial.'' (V.F.)

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