Congonhinhas - A inscrição numa das caixas d’água indica que a solução comunitária do abastecimento em Santa Maria do Rio do Peixe, 250 domicílios e aproximadamente 600 moradores (no município de Congonhinhas), está chegando aos 28 anos, eficiente e a um custo baixíssimo de manutenção. Sem hidrômetros, porque os consumidores não precisam pagar pela água. Procedente de seis minas, a altitude em que está a captação faz com que a água chegue aos reservatórios e seja distribuída por gravidade.
"Sociedade Micro Sistema de Água Santa Maria. Confiança, trabalho com fé e amor", alguém gravou na argamasse mole, em 17 de julho de 1985. Impaciente, a comunidade antecipara-se à morosidade do poder público. "Não tem Sanepar, o João Marques foi quem deu a ideia. Abrimos as valetas e começamos assentando canos de 25 mm, passamos aos de 60, 75", conta José dos Santos, tesoureiro do serviço.
Entregar o sistema à Sanepar, por sugestão da Prefeitura, implicaria o consentimento da comunidade e a sua indenização, deduz Santos.
Percebe-se o orgulho de moradores ao responder sobre o serviço. "É nosso". Mas têm elogios ao posto de saúde e ao ensino, fundamental e médio nas duas escolas, uma municipal e outra estadual. Falta a Prefeitura completar a pavimentação com pedras irregulares do acesso à PR-435, o que não parece ser por falta de representatividade política, pois o patrimônio tem dois vereadores e 320 eleitores.
A pavimentação poliédrica no acesso passa a ter duas pistas ao se aproximar do perímetro urbano, até a Avenida Paraná, também duplicada e com árvores no canteiro central. Ao fundo, no sentido oeste, a visão serrana. Santa Maria é a comunidade mais próximo do Pico Agudo.
Há fazendas e sítios nas cercanias, mas os trabalhadores residentes no patrimônio dependem, principalmente, da destilaria de álcool em Ibaiti, ao longo da PR-435, na divisa de Congonhinhas.

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