Acidentes de trabalho crescem em Cornélio
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Cornélio Procópio - O número de acidentes de trabalho em Cornélio Procópio cresceu cinco vezes mais nos primeiros sete meses deste ano se comparado com o mesmo período de 2012. Pelo menos é o que indicam os dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) quanto ao total de auxílio-doença por acidente de trabalho concedidos com base em Comunicados de Acidentes de Trabalho (CATs). Entre janeiro e julho do ano passado, foram atendidas 26 solicitações contra 133 no mesmo período de 2013.
A chefe da Seção de Atendimento da Gerência Regional do INSS de Londrina, Lívia Coloniezi, que centraliza os dados de Cornélio e outras cidades da região, explica que a liberação dos auxílios-doença acidentário só é realizada pelo INSS se o trabalhador apresentar o CAT e seu afastamento das atividades for superior a 15 dias. "Os primeiros 15 dias de afastamento são bancados pela própria empresa e só depois é que o auxílio deve ser solicitado. Os números que levantamos são dos auxílios que nós liberamos", explica. Segundo o INSS, o total de acidentes de trabalho pode ser ainda maior porque muitos nem chegam a ser comunicados às agências da Previdência Social. As CATs também são usadas para comunicar doenças adquiridas em função do trabalho.
Para ela, o aumento na liberação de CATs em Cornélio Procópio pode ser indício de que os acidentes estejam ocorrendo em maior número no município, no entanto é preciso levar em conta que também houve um aumento no número de peritos atuando na avaliação da saúde dos trabalhadores. "Até o ano passado tínhamos apenas um médico fazendo as avaliações de liberação na cidade e hoje temos três. Isto pode ter contribuído", avalia.
O presidente da Associação Comercial de Empresarial de Cornélio Procópio (Acecp), Celso Marin, diz que teve acesso aos números no mês passado e considera o aumento espantoso, por isso, já tem realizado reuniões com diversos sindicatos, pedindo por uma maior conscientização, tanto de trabalhadores quanto de empregadores, além de treinamento adequado aos funcionários. "Temos pedido aos sindicatos que repassem às classes que representam nossas preocupações, e esperamos que esse tipo de trabalho possa contribuir de alguma forma", alega.
Para Marin, o crescimento de registros deste tipo de benefício não se deve apenas ao número maior de peritos, mas também ao crescimento do setor da construção civil. Marin aponta que hoje Cornélio conta com cerca da 1,5 mil obras em andamento, entre pequenas e grandes construções, o que representa um crescimento de 30% a 40% deste mercado, com relação ao ano passado, ampliando assim os postos de trabalho. "Com mais trabalhadores atuando, a chance dos acidentes acontecerem aumentam".
Apesar do cenário negativo, a Acecp ainda não discutiu a possibilidade de trabalhos mais efetivos como palestras ou treinamentos.
Em Jacarezinho, outra importante cidade da região, os CATs liberados foram menores, passando de 202 em 2012 para 128 neste ano, no período de janeiro a julho. Em Bandeirantes, a redução foi ainda maior, de 136 caiu para 57 no mesmo intervalo de tempo.
De acordo com o INSS, um dos motivos para é redução dos CATs em Bandeirantes pode estar relacionado a instalação de uma agência do instituto em Santo Antônio da Platina, já que os trabalhadores desse município buscavam atendimento na cidade vizinha.

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