Cornélio Procópio - Estimular a realização do exame que detecta a Aids e combater a propagação da doença bem como o preconceito e discriminação aos portadores do vírus HIV. Estes são os objetivos da campanha de prevenção à doença lançada na segunda-feira pela prefeitura de Cornélio Procópio. A iniciativa, que segue até o próximo dia 12, é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde e marca as ações do município pelo Dia Mundial de Combate à AIDS, comemorado no dia 1º de dezembro.
A campanha foi aberta pelo prefeito Fred Alves (PSC) durante exposição no salão 2 do Centro Cultural Galdino de Almeida. O trabalho, organizado por profissionais da 18ª Regional de Saúde ligados à área, apresenta o quadro da doença no município e as medidas que devem ser postas em prática para conscientizar a população. O prefeito destacou que o município preocupa-se em garantir o fornecimento de medicamentos e equipamentos às pessoas incluídas no programa de prevenção à AIDS nas farmácias de todas as Unidades Básicas de Saúde do município. As campanhas, segundo ele, serão estendidas às escolas das redes pública e privada, com prévia preparação das equipes envolvidas no trabalho.
Neste ano, a ação baseia-se em orientações e distribuição de preservativos em todas as unidades de saúde durante o atendimento ao público. Uma das medidas é a realização de testes rápidos da doença e distribuição de material educativo. Segundo a enfermeira Claudiane de Andrade, coordenadora do Programa Municipal de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) HIV-AIDS e Hepatites Virais, o teste rápido é indicado para jovens e adultos. "Pessoas interessadas em fazer o diagnóstico devem agendar em qualquer unidade de saúde", avisa.
As notificações da 18ª Regional de Saúde indicam que o município possui entre 30 a 40 casos em fase terminal. "Costumamos dizer que, para cada um desses casos, temos outros dez portadores da doença e que há algum tempo não eram notificados. As estatísticas apontavam apenas pessoas doentes. Hoje, os portadores também são notificados", informa Claudiane. Segundo ela, o fato de muitos dos portadores da doença não serem tratados no município também interfere nos números oficiais. "Como é um município pequeno em relação a outros centros maiores, as pessoas temem que seus nomes sejam divulgados e a maioria acaba preferindo o tratamento em outro município", complementa.

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