O agronegócio, segundo o gerente municipal da Emater Osvaldo Martins Rodrigues responde por cerca de 50% da economia de Santo Antônio da Platina. ''O ano em que a agricultura vai bem o comércio também tem bons resultados'', afirma. O setor se modernizou nas últimas três décadas, com agricultores tornando-se empreendedores rurais, administrando suas propriedades com uma visão empresarial. ''Eles se conscientizaram de que a 'união faz a força' e que essa é a estratégia para viabilizar tanto a compra dos insumos quanto a venda da produção agrícola da região, especialmente na agricultura familiar'', afirma.
Na década de 1980, a produtividade agrícola do município era bem diferente da atual, compara o técnico da Emater. Utilizando o café como comparativo, ele cita que eram beneficiadas oito sacas do grão por hectare. ''Este ano estamos conseguindo uma média de 30 sacas por hectare. É um crescimento considerável para o agronegócio.'' Na produção da soja também houve evolução. ''A média era de 33 sacas por hectare e hoje conseguimos colher 53 sacas. Em termos de cultivo é a área mais expressiva do município com 9 mil hectares plantados por ano, gerando R$ 19 milhões'', destaca.
A agricultura familiar, conforme Rodrigues, tem importância econômica e social fundamental para o município. O leite e o café, conforme ele, são as principais culturas que impulsionam essa cadeia produtiva. O café platinense é destaque no cenário nacional. No ano de 2010, o produtor André Henrique Saidler Cudik teve sua produção premiada no concurso Café Qualidade Paraná. ''Ele ficou em primeiro lugar na categoria cereja natural da cafeicultura familiar'', destaca.
A cafeicultura no município ocupa uma área de 1.820 hectares, envolvendo 282 cafeicultores que produzem 54 mil sacas de 60 quilos por ano. ''Em média a região movimenta R$ 21,6 milhões só com o café. É um volume bom comparado a anos anteriores'', diz Rodrigues.
Leite e olerícolas
Rodrigues ressalta também a evolução da pecuária leiteira familiar. Atentos às regras de qualidade determinadas pelo Ministério da Agricultura, em 2002, a cadeia se organizou, montou associações e instalou os resfriadores comunitários. Ao todo o munícipio conta com 25 resfriadores comunitários e mais de 30 individuais.
A Associação dos Produtores dos Bairros Taquaral e Taquaralzinho é a mais antiga das associações, informa Rodrigues. Os produtores entraram com a parte da infraestrutura e a prefeitura municipal com o resfriador. Por dia, 487 produtores ordenham 45 mil litros de leite que vão para laticínios da cidade e região para a produção de iogurte, leite pasteurizado e queijos, além do consumo das famílias e produções artesanais. A renda anual do leite in natura, segundo o gerente da Emater, é de R$ 11,5 milhões. ''A agroindustrialização incrementa a renda.''
A olericultura é outro ramo da agricultura familiar extremamente diversificado no município. Destacando-se as culturas de tomate, pimentão, pepino, as folhosas no geral, alface, couve, salsinha e rabanete. ''O tomate produzido em Santo Antônio da Platina é um dos melhores do Brasil e nem sempre era é vendido aqui. Recentemente conseguimos organizar arranjos produtivos locais que viabilizam a maior parte da produção ser comercializada no munícipio, dando uma condição para a população consumir produtos de excelente qualidade'', conta Rodrigues.

mockup