Zinoviev ataca o Ocidente e a Yeltsin
O escritor e ex-dissidente soviético Alexander Zinoviev, que retornou a Moscou depois de 21 anos de exílio, criticou duramente o presidente Boris Yeltsin e a ocidentalização da Rússia, descrevendo em tons apocalípticos o que espera de um mundo globalizado. O escritor, de 76 anos, reafirmou seu antigo antimarxismo mas elogiou os comunistas e os nacionalistas e disse que a ex-URSS, à qual se opôs e ainda se opõe, era entretanto ‘‘s㒒 em comparação com o atual ‘‘regime bastardo’’, uma ‘‘colônia do Ocidente’’. Ele também afirmou que a censura é mais rígida no Ocidente do que era na antiga União Soviética, e que o modelo inspirado pelos Estados Unidos pode derivar em algo ‘‘pior do que o nazismo e o stalinismo’’. O escritor disse, ao chegar a Moscou nesta semana, que retornou do exílio ‘‘não para chamar o povo russo à revolta, mas à resistência’’. ‘‘No Ocidente - afirmou - existe uma censura ainda mais rígida do que a que havia na URSS e foi criada uma sociedade pós-democrática que eu chamo de totalitarismo democrático de estilo norte-americano’’. Ele também fustigou ‘‘uma globalização injusta onde uma minoria se enriquece à custa da maioria’’, cujo destino ‘‘pode ser pior do que o nazismo e o stalinismo’’, sobretudo ‘‘porque os meios de manipulação de massa são quase perfeitos’’.

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