Zimbábue tira nacionalidade dos britânicos
As autoridades zimbabuanas ordenaram a 86.000 pessoas que mantinham dupla nacionalidade (britânica e zimbabuana) que renunciem à nacionalidade zimbabuana, alegando não estarem em situação regular, perante as leis do país.
Este é mais um capítulo na campanha do governo do presidente Robert Mugabe contra os brancos, especialmente britânicos, desde fevereiro. Os brancos são acusados pela situação de apoiar a oposição, tendo com isto contribuído para que acontecesse a derrota do presidente Mugabe num referendo sobre a Constituição, que foi realizado em fevereiro.
Num comunicado publicado ontem pelo jornal governamental The Herald, a Oficina zimbabuana de Cidadania explica que estas pessoas não renunciaram à cidadania britânica e portanto possuem a dupla nacionalidade. Mas a dupla nacionalidade está proibida pelas leis zimbabuanas desde 1984. As autoridades haviam concedido aos britânicos um prazo de um ano, até o final de 1985, para renunciar a essa nacionalidade.
Até o momento, as autoridades locais haviam aceitado fornecer passaportes zimbabuanos aos que haviam renunciado à cidadania britânica, segundo a legislação do país, mas não de acordo com a lei britânica.
Os cidadãos britânicos renunciaram de forma ineficaz à cidadania britânica, segundo a lei do Zimbábue sobre a cidadania (...) Portanto, são considerados como residentes e não como cidadãos do Zimbábue (...) e devem devolver seus passaportes, diz o comunicado.





