O presidente chinês, Jiang Zemin, visitou ontem o coração do capitalismo para reunir-se com empresários americanos ansiosos por fazer negócios no maior mercado mundial. Às 9h30 locais (12h30 de Brasília), Jiang tocou a campainha de abertura da Bolsa de Nova York - nunca um líder comunista fizera isso. No mesmo momento, começou a agitação dos operadores da bolsa, que, cinco minutos depois, registrava uma alta de 0,9%.
‘‘Estamos muito contentes por Jiang ter vindo aqui’’, disse Richard A. Grasso, presidente da Bolsa de Nova York. Grasso e diretores de grandes empresas americanas, como a Philip Morris e a Ford, escutaram enquanto altos funcionários chineses declaravam que as privatizações estavam caminhando bem na China. ‘‘Estamos construindo um sistema financeiro seguro, moderno e eficiente’’, garantiu Zeng Peiyang, um dos encarregados do planejamento estatal.
Do lado de fora da bolsa, cerca de cem pessoas protestavam contra a visita de Jiang, exigindo a libertação de presos políticos e o fim do domínio sobre o Tibet (ocupado pela China em 1951).
Mais tarde, Jiang visitou a International Business Machines (IBM), onde funcionários lhe mostraram novas tecnologias de serviços bancários pela Internet, um supercomputador que faz previsões do tempo e um cartão que usa a condutividade natural do ser humano para transmitir dados entre dois aparelhos eletrônicos.

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