Zapatistas voltam a Chiapas
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sexta-feira, 30 de março de 2001
Das agências Da Cidade do México 
O carismático subcomandante Marcos e os 23 comandantes da guerrilha indígena zapatista iniciaram, ontem, o regresso triunfal às selvas de Chiapas, depois de terem falado, encapuzados, no Parlamento e reiniciado os contatos diretos com o governo depois de anos de impasse.
O deputado centro-esquerdista Miguel Borttolini, chefe de segurança da caravana, confirmou à AFP que Marcos e todos os comandantes estavam no ônibus que tomaram no interior da Escola de Antropologia.
Um grupo de helicópteros policiais e de canais de televisão sobrevoou a caravana de nove ônibus (nos outros viajavam membros do Congresso Nacional Indígena) no início da longa viagem de regresso de, pelo menos, dois dias.
A caravana partiu pouco depois das 10 horas locais locais (13 horas em Brasília) da Escola Nacional de Antropologia e História, no sul da cidade, onde os rebeldes haviam estabelecido seu quartel-general, e espera chegar hoje ao sulista e indígena povoado de Juchitán, para prosseguir rumo a San Cristóbal, em Chiapas, de onde cada um tomará o caminho para suas aldeias na selva e na montanha.
A partida dos zapatistas marca o fim da insólita caravana de 3.000 km que, desarmados embora sempre encapuzados, iniciaram a 24 de fevereiro desde seus redutos do sul rumo à capital para impulsionar junto ao Congresso a aprovação de uma lei sobre direitos e cultura indígenas.
Em sua ofensiva política, os zapatistas já obtiveram alguns triunfos como a retirada do Exército de sete posições estratégicas em Chiapas e a libertação da maioria dos guerrilheiros presos.


