Zapatistas confirmam marcha
O líder da guerrilha indígena zapatista, subcomandante Marcos, confirmou ontem a realização da longa e inédita marcha rumo à capital mexicana a partir deste fim de semana e ao longo de 3.000 km. Marcos deu uma coletiva em seu bunker na selva de La Realidad, tendo ao fundo a polêmica que explodiu quarta-feira com o governo de Vicente Fox a respeito de o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) garantir a segurança da caravana.
Marcos confirmou também que o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) recebeu 300 convites para se reunir com grupos políticos, indígenas e organizações não-governamentais, entre outras, uma vez que chegue à Cidade do México, em 11 de março.
Amanhã, Marcos e 23 comandantes indígenas saem das selvas e das montanhas para empreender uma longa marcha para a tomada simbólica da capital, com a intenção de impulsionar a aprovação no Congresso de uma lei de direitos e cultura indígenas.
O subcomandante Marcos, líder da guerilha indígena, denunciou, na entrevista, que o governo mexicano montou uma estratégia que pretende obrigar a uma rendição incondicional da guerrilha zapatista e essa atitude pode ter como consequência a explosão de rebeliões armadas em outros pontos do país. Marcos afirmou que, deste modo, as autoridades mexicanas não vão conseguir terminar com o conflito armado no estado de Chiapas (sul) e contrariamente podem prolongá-los, com consequências terríveis tanto para os zapatistas como para o próprio governo mexicano.





