Surgiram novos sinais ontem de que a decisão do ex-primeiro-ministro Viktor Chernomyrdin de se apresentar como candidato às próximas eleições presidenciais da Rússia apanhou o Kremlin desprevenido e que Boris Yeltsin ainda tem de decidir se irá apoiá-lo.
Em outro desdobramento do conturbado drama político da Rússia, o líder comunista Gennady Zyuganov disse que seu partido não irá apoiar o jovem, inexperiente, Sergei Kiriyenko para o cargo de primeiro-ministro, uma dor de cabeça para a presidência do imenso Estado nuclear.
Também, o presidente da Câmara baixa do Parlamento afirmou que Kiriyenko não impressionou a Duma dominada pela oposição, e apresentou a perspectiva de que todas as facções irão se opor ao jovem tecnocrata ou se absterão quando a questão da aprovação de sua indicação vier à votação na sexta-feira.
‘‘Haverá uma segunda votação. O principal é que o presidente deve se perguntar porque isso tudo aconteceu’’, disse o presidente da Duma Estatal, o comunista Gennady Seleznyov.
Yeltsin nomeou na semana passada Kiriyenko, 35 anos, para substituir o veterano Chernomyrdin como primeiro-ministro, numa tentativa de impulsionar as reformas. Ele ameaçou na sexta-feira dissolver a Duma, onde os comunistas são a maior facção, a menos que esta apóie sua escolha.
No sábado, Chernomyrdin conturbou ainda mais o clima ao anunciar inesperadamente que iria disputar a eleição presidencial do ano 2000.

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