Yeltsin reafirma: não permitiremos ataque ao Iraque
O presidente Bill Clinton decidiu reforçar com 2,2 mil fuzileiros navais a presença militar dos EUA no Golfo e pediu que a população o ajude, com orações, a tomar a difícil decisão de atacar ou não o Iraque. Entretanto, o presidente russo, Boris Yeltsin, afirmou que não permitirá um ataque americano ao país árabe, reiterando que tal ação poderia causar a 3ª Guerra Mundial.
Adotamos firmemente a atitude de dizer não à perspectiva de uso da força - não é possível, significaria uma guerra mundial, disse Yeltsin a jornalistas no Kremlin ontem, acrescentando: Não devemos permitir um ataque americano sob nenhuma circunstância. Eu já disse a Clinton. Não, não permitiremos.
A declaração de Yeltsin é a primeira indicação clara de que a Rússia pode usar seu poder de veto no Conselho de Segurança para barrar os planos dos EUA - que, entretanto, podem alegar que resoluções anteriores do organismo já autorizam o uso da força.
A China e a França (que têm, igualmente, poder de veto) também reafirmaram sua oposição a uma ação militar, com a segunda ressaltando que, entre as potências mundiais, só os EUA e a Grã-Bretanha pensam ativamente em recorrer à força.
O embaixador americano nas Nações Unidas, Bill Richardson, chegou na quarta-feira à noite ao Brasil para uma reunião ontem com o presidente Fernando Henrique Cardoso. O Brasil acabou de ingressar como membro rotativo no Conselho de Segurança da ONU, integrado por 15 países, incluindo os cinco com direito a veto (EUA, China Rússia, Inglaterra e França). Não está claro para a diplomacia americana a posição do governo brasileiro na crise no Golfo Pérsico.(Das agências)





