Yeltsin e Li Peng advertem contra ataque ao Iraque
A China e a Rússia reforçaram ontem em Moscou suas posições contrárias a um ataque militar ao Iraque, em uma declaração conjunta emitida depois da reunião entre o primeiro-ministro chinês, Li Peng, e o presidente russo, Boris Yeltsin.
Os dois países, membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, se opõem a um ataque britânico-norte-americano e preferem esgotar a via negociadora.
Neste sentido, o porta-voz do Ministério do Exterior russo, Valery Nesterushkin, manifestou ontem que a posição inicial de Moscou contrária a um ataque permanece inalterada.
Yeltsin sustenta que é necessário esgotar todas as saídas diplomáticas, já que, segundo manifestou, o uso da força é o último e mais perigoso dos meios. Embora tenha insistido com o Iraque para que atenda as resoluções da ONU, Yeltsin voltou a dizer quenão permitirá uma ação bélica contra Hussein que possa provocar o risco de uma nova guerra mundial.
Em Atenas, o ministro de assuntos Exteriores russo, Yevgeni Primakov, em visita de três dias à Grécia, afirmou que tem indícios de que o Iraque está disposto a cumprir com as exigências da ONU. Primakov não revelou suas fontes, mas a afirmação foi reforçada por declarações de seu colega grego, Theodoros Pangalos, que disse que também possuía dados segundos os quais não se esgotaram todos os meios diplomáticos para se encontrar uma solução para o conflito.(DPA)





