Sofrendo de pneumonia, o presidente russo Boris Yeltsin foi obrigado a receber seu colega chinês, Jiang Zemin, em seu quarto de hospital, onde ficará ainda mais oito ou dez dias, informou ontem o Kremlin, enquanto muitas vozes se levantavam para pedir sua renúncia.
O Kremlin frisou que Yeltsin estava em boas condições e que sua febre foi debelada com sucesso pelos antibióticos, enquanto que seu porta-voz informou que o presidente precisaria de dez dias de repouso.
Mas esta hospitalização de último momento na Clínica Central do Kremlin despertou inclusive preocupações entre seus próprios simpatizantes, que estimaram que era hora de o presidente entregar as rédeas a seu primeiro-ministro, Evgueni Primakov.
Os analistas do Kremlin, como o financista Boris Berezovsky, lamentaram a inexistência de uma ‘‘alternativa evidente’’ para este vazio de poder na Rússia. ‘‘Temos que admitir o fato de que este é um estado permanente’’, disse Berezovsky.
O Kremlin tinha anunciado uma reunião de uma hora entre os dois dirigentes, para provar aos céticos que Yeltsin ainda desempenhava um papel determinante em política externa, mas o adoentado líder russo teve que receber ontem seu colega chinês em quarto de hospital. Yeltsin foi internado domingo à noite com uma febre de 38,9 graus.
Jiang e seu séquito saíram do hospital somente 40 minutos depois de sua chegada, e se negaram a fazer qualquer comentário sobre o encontro.
A televisão russa difundiu apenas imagens, sem sons, do encontro no hospital.France PresseYeltsin recebeu Jiang Zemin no Hospital, para demonstrar que tem condições de continuar governandoDmitry Zaks
France Presse

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