HELSINQUE - Os presidentes Boris Yeltsin e Bill Clinton se reunirão amanhã e depois em Helsinque para modificar as relações entre Ocidente e Rússia, ante a perspectiva de uma ampliação da Organização do tratado do Atlântico Norte (Otan). Yeltsin, que se recupera da implantação de uma quíntupla ponte coronária e de uma pneumonia dupla, já informou a Clinton, que se restabelece de uma operação no joelho, que não fará nenhuma concessão que signifique debilitar o poderio de seu país.
Este encontro estará consagrado fundamentalmente à extensão da Aliança Atlântica aos países satélites da ex-União Soviética. Moscou sabe que não pode impedir essa ampliação, mas quer negociá-la em condições vantajosas, depois que todas as capitais declararam que não pode haver segurança na Europa sem um acordo com a Rússia.
O problema consiste nos termos. A Rússia quer que tome a forma de um tratado (juridicamente coercitivo) e não a forma de uma carta (juridicamente mais simples), como desejam os EUA. O acordo, segundo Moscou, deverá incluir um compromisso definitivo da Otan de não instalar armas nucleares, não mobilizar tropas e nem instalar novas infra-estruturas no Leste europeu.

mockup