Uma calma relativa dominou as áreas ocupadas por palestinos e israelenses na Cisjordânia e Faixa de Gaza na madrugada de ontem. Durante o dia, porém, morreu um colono israelense que foi gravemente ferido por tiros de palestinos quando circulava na Cisjordânia.
Chefes de segurança palestinos e israelenses reuniram-se para continuar com a próxima fase do projeto de cessar-fogo apresentado no começo deste mês pelo diretor da CIA, George Tenet.
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, rechaçou publicamente a idéia de uma guerra aberta com os palestinos, como exigem a extrema direita israelense e os colonos ultranacionalistas. ‘‘Não tenho nenhuma intenção de seguir os chamados à guerra feitos por alguns’’, declarou o premier, após o anúncio da morte do colono israelense.
Por sua vez, o líder palestino Yasser Arafat acusou ontem Israel de desrespeitar todos os acordos internacionais relacionados ao processo de paz regional e visando pôr fim à violência nos territórios palestinos.
ApoioO líder francês da luta contra a globalização, o sindicalista José Bové, iniciou ontem uma agitada visita aos territórios palestinos, enfrentando-se com soldados israelenses e colonos judeus. Bové prevê fazer uma visita de quatro dias à Cisjordânia e Faixa de Gaza com uma delegação de 11 pessoas, que representam movimentos sociais e vários sindicatos. ‘‘Temos intenção de apoiar a causa palestina e os grupos israelenses que lutam por uma paz verdadeira’’, declarou à AFP.
O sindicalista disse que interveio com sua delegação num posto de triagem do exército israelense, situado a dois ou três quilômetros de Ramallah, para que uma cidadã palestina, que teve seu carro parado pelos militares, pudesse chegar a um hospital. ‘‘Ficamos escandalizados com o comportamento dos soldados’’, acrescentou.

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