Yabrán é comparado a PC Farias
Agência Estado
‘‘Um Estado dentro do Estado’’, foi a expressão que a oposição usou para definir as atividades de Yabrán: o empresário possuía empresas de táxi aéreo, de segurança e de correios privados. Yabrán admitia uma fortuna pessoal de US$ 400 milhões, aos quais teria acrescentado mais US$ 605 milhões pela venda de empresas ao grupo Exxel.
Na Bolsa de Buenos Aires, a morte de Yabrán foi saudada com euforia: segundo os operadores, Yabrán era o símbolo da corrupção, e com sua morte, o país poderia recuperar sua credibilidade. Criado à sombra do poder, Yabrán cresceu mais neste governo, e foi neste período em que abandonou o anonimato para tornar-se o ponto de luta entre o presidente Carlos Menem e governador da província de Buenos Aires, Eduardo Duhalde. O primeiro ameaça querer permanecer na presidência em uma segunda reeleição. O segundo deseja a presidência.
Com a morte de Yabrán, Duhalde perde elementos para demonstrar a tese de que o governo estaria imerso em um mar de corrupção. O governo nega vínculos com o empresário, mas as negativas foram desintegrando-se diante dos fatos. Para Duhalde, a oposição e o ex-ministro e presidenciável Domingo Cavallo, começa um período de indefinição, onde os ataques terão que ser realizados diretamente contra Menem, e não mais por tabela. Segundo o analista Joaquim Morales Solá, Yabrán era como PC Farias: ‘‘Demasiados segredos para guardar em uma pobre cela, demasiados segredos também para expô-los sem provocar um terremoto na política e no poder na Argentina. (A.P.)

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