São Paulo A coligação de religiosos xiitas exigiu ontem pela primeira vez que lhe seja entregue o posto de primeiro-ministro no Iraque. ''Temos essa exigência e não abriremos mão dela'', disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Hamed Al Bayati. Ele lidera o Conselho Supremo para a Revolução Islâmica, grupo de ponta na Aliança Iraquiana Unida, montada com 22 partidos por aiatolás próximos do Irã.
A declaração de Bayati coincide com a divulgação de novos resultados da eleição de domingo que escolheu os 275 membros da nova assembléia iraquiana. Embora as apurações privilegiem as províncias xiitas os votos das regiões su© nitas foram prejudicados pela alta abstenção a aliança continua a manter dois terços dos votos, enquanto os xiitas laicos, comandados pelo atual primeiro-ministro Iyad Allawi, um aliado dos americanos, têm modestos 18%.
Os nomes já cogitados para primeiro-ministro são o de Ibrahim Jaafari, dirigente do Dawa, um dos partidos da aliança, e Adel Abudil Mahdi, do Conselho Supremo da Revolução. Os sunitas, por meio de seu conselho de clérigos, voltaram a insistir que só participam da redação da nova Constituição, uma das tarefas da assembléia, se os EUA fixarem um cronograma para o fim da ocupação militar.

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