São Paulo - Milhares de iraquianos dirigiam-se ontem à cidade de Najaf, onde o clérigo xiita Moqtada al-Sadr realiza hoje manifestação de protesto pelos quatro anos da invasão norte-americana. Sadr acusa os EUA de estimularem a violência entre os grupos confessionais. Os xiitas esperam promover o maior protesto desde a queda de Saddam Hussein. ''Só demonstrações de massa porão fim à ocupação'', disse o clérigo.
O fim de semana foi violento, com a explosão de dois carros-bombas. Um deles, ontem, matou 17 pessoas em Mahmudiya. O outro, no sábado, matou seis em Bagdá. Levantamento da Reuters indica 17 outros confrontos ou incidentes. Entre os principais, há a morte de 30 insurgentes anunciada pelo comando americano na Província de Diyala, em operação na qual morreram quatro militares dos EUA, a descoberta de 12 cadáveres em Bagdá, cinco em Baquba e seis em Kerbala.
Os cristãos do Iraque se vestiram ontem com suas melhores roupas para celebrar a Páscoa. A comunidade cristã, que possuía mais de um milhão de pessoas antes da guerra do Golfo de 1991 e que é uma das mais antigas do mundo, viu-se reduzida depois que cada vez mais membros abandonaram o país em busca de lugares mais seguros.

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