Xiitas pedem eleições no Iraque
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terça-feira, 20 de janeiro de 2004
France Presse 
Bagdá - Milhares de xiitas começaram a se manifestar ontem no centro de Bagdá para apoiar o pedido feito pelo grande aiatolá Ali Sistani de eleições gerais. ''Sim para o islã. Sim para a Hawza (instituição xiita de referência). Não ao terrorismo'', gritavam os manifestantes, calculados pela AFP entre 3.000 e 4.000, levando letreiros nos quais se lia ''Democracia quer dizer eleições''. ''Pedimos que a vontade da majaya (direção xiita) seja respeitada e que a assembléia provisória seja eleita pelo povo'', declarou um manifestante. O desfile, protegido por um serviço de ordem da Hawza e pela polícia iraquiana, se dirigia com calma para uma universidade de Mustansiryia.
Demissão Cerca de 200 iraquianos se manifestaram ontem diante dos escritórios do Conselho do Governo transitório de Bagdá para reclamar a demissão do ministro do Interior, Nuri Badran, acusado de corrupção, e sua substituição pelo atual chefe de polícia, o general Ahmed Ibrahim. Os manifestantes foram dispersados em calma.
O general Ahmed Ibrahim dirige a polícia iraquiana desde a queda do regime de Saddam Hussein, em abril passado.
''Ele é perfeito. Pela segurança do Iraque, precisamos dele'', afirmou Ahmed al-Sada al-Naim, um dos manifestantes.
Atentado O atentado suicida cometido no domingo ante o quartel-general americano em Bagdá devia ser na realidade cometido em pleno centro da sede da coalizão, mas a caminhonete carregada de 500 kg de explosivos ficou bloqueada no último momento, declarou ontem um oficial americano.
''Parece que o veículo tentou penetrar no palácio presidencial, mas foi impedido por outro carro que bloqueava a entrada'', explicou à AFP o comandante John Frisbie, da 1 brigada de combate.
De acordo com Frisbie, o ataque, que deixou, segundo o mais recente levantamento, 24 mortos e cerca de 100 feridos, foi cometido por vários homens.
Ainda não foi determinado se os agressores integram a lista dos mortos. ''Acreditamos que a caminhonete transportava explosivos na parte traseira, onde haviam várias pessoas'', afirmou, acrescentando que, até o momento, o atentado não foi reivindicado. Um funcionário americano revelou sua certeza de que ''um combatente estrangeiro'' estava envolvido no ataque.
A caminhonete-bomba explodiu ante a porta de entrada principal do antigo palácio presidencial de Saddam Hussein, transformado em quartel-general das forças de coalizão.
No momento do ataque, dezenas de empregados iraquianos estavam esperando diante da porta, na chamada ''zona verde''.
Operação O exército americano realiza há uma semana uma nova operação para desmantelar as células da guerrilha que opera em Bagdá, informou um oficial militar que não quis ser identificado.


