Xanana nega candidatura
France Presse
De São Paulo
O ex-líder guerrilheiro e atual presidente do conselho nacional da resistência timorense (CNRT), José Xanana Gusmão, afirmou ontem em São Paulo que não será candidato à presidência de seu país nas eleições que vão levar a nação à sua plena soberania.
Gusmão afirmou que não apresentará sua candidatura, e que se esta for solicitada por qualquer grupo político ou civil não aceitará.
Xanana Gusmão, carismático líder e comandante das Forças Armadas de Libertação Nacional do Timor Leste, que durante 24 anos lutou para tornar independente este território asiático anexado à Indonésia, tem sido considerado um candidato natural à presidência de seu país.
Entretanto, Gusmão respondeu: Uma candidatura natural seria a que não precisa de eleições e vamos encaminhar um processo democrático de eleições.
Gostaríamos que fosse o presidente, que fosse o candidato, mas tem que ser sua decisão, disse seu chefe de gabinete, Roque Rodrígues, que acompanha o líder em uma visita oficial ao Brasil.
O líder timorense chegou ao Brasil na quinta-feira da semana passada, seguindo direto para Brasília, onde participou de uma audiência com o presidente Fernando Henrique Cardoso e, à noite, jantou no Palácio da Alvorada. No dia seguinte, Xanana encontrou-se com o vice-presidente Marco Maciel e fez um tour pelo Senado e pela Câmara.
Depois seguiu para São Paulo, onde esteve com o reitor da Universidade de São Paulo. Ontem manteve encontro com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva.
O líder timorense afirmou que não veio pedir esse dinheiro ao governo brasileiro, mas agora quer a colaboração de todos os países que venderam armas para a Indonésia durante a luta do território pela independência.
O país já conta com uma linha de crédito do BID entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões. O restante está sendo arrecadado, em forma de doação, em todo o mundo. Não viemos pedir dinheiro, pois consideramos as condições econômicas do Brasil, esclareceu Xanana na semana passada.





