Winnie acusada de vários assassinatos
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terça-feira, 25 de novembro de 1997
AE-Reuters Johannesburgo 
France PresseFeridas do passadoWinnie observa seu advogado Ishmail Semenya. Depois de ter rido da primeira testemunha, Winnie tornou-se sombria e abatida conforme o dia passavaWinnie Madikizela-Mandela, numa tentativa de limpar seu nome antes de uma eleição crucial para a liderança do Congresso Nacional Africano (CNA) em dezembro, ouviu ontem um antigo auxiliar acusá-la de deixar uma criança ser espancada até a morte em sua casa.
Madikizela-Mandela, presidente da liga feminina do CNA e candidata nas eleições de dezembro ao cargo de vice-presidente do CNA, foi intimada a participar da investigação oficial da Comissão de Verdade e Reconciliação sobre as atividades de seu séquito durante a década final de governo branco.
Entre as alegações no primeiro de cinco dias de audiências estava um testemunho de seu antigo motorista John Morgan que disse que ela ordenou que ele se livrasse do cadáver de um menino de 14 anos espancado até a morte em sua casa.
Thami Hlatswayo, a primeira de cerca de 35 testemunhas que devem depor, disse à comissão que o comandante de sua unidade de guerrilha, Vincent Sefako, foi morto a tiros depois de uma briga com Madikizela-Mandela.
Nicodemus Sono afirmou que ela levou seu filho, Lolo, à sua casa espancado e sangrando em 1988, mas recusou-se a deixá-lo ficar. Depois disso, ele ficou sabendo que seu filho havia sido morto por um membro do clube de futebol de Madikizela-Mandela.
Apesar de ela ter rido das alegações da primeira testemunha, Madikizela-Mandela, que voltou a usar seu nome de solteira depois que o presidente Nelson Mandela pediu o divórcio por infidelidade no ano passado, tornou-se mais sombria e abatida conforme o dia passava e as acusações aumentavam.
Por intermédio de seu advogado, Ishmail Semenya, Madikizela-Mandela negou todas as acusações e negou conhecer várias testemunhas, algumas das quais haviam descrito seu encontro com ela.
Madikizela-Mandela recebeu apoio dentro da sala de serviços sociais, emprestada para a audiência de uma semana, e do lado de fora por um grupo de mulheres com vestidos das cores do CNA. Elas vaiaram o presidente da comissão, o bispo Desmond Tutu, quando ele repetidamente advertia o advogado de Madikizela-Mandela para não amolar as testemunhas e cantaram um tributo a ela do lado de fora da sala.


