Weizman renuncia para não sofrer processo de destituição
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domingo, 28 de maio de 2000
France Presse De Jerusalém 
O presidente israelense Ezer Weizman, cuja imagem foi manchada desde o início do ano por acusações de corrupção e fraude fiscal, optou por jogar a toalha para evitar a abertura de um humilhante processo de destituição no Parlamento.
O presidente anunciou ao primeiro-ministro Ehud Barak e ao presidente da Knesset (Parlamento), Avraham Burg, que deixará suas funções no dia 10 de julho, anunciou o porta-voz do chefe do Estado, Arieh Shumer.
A eleição do próximo presidente se realizará antes do término da sessão de verão do Parlamento, dia 4 de agosto, assinalou Burg, que assumirá as funções de presidente interino até a designação de um novo presidente.
Os dois candidatos ao cargo são o ex-primeiro-ministro trabalhista e Prêmio Nobel da Paz Simon Peres, atualmente ministro para a Cooperação Regional, e, pela oposição conservadora, o deputado do Likud e ex-ministro Moshe Katzav.
Segundo os analistas, Peres parte como grande favorito, devido a suas boas relações com os partidos religiosos. O primeiro-ministro Barak, pouco entusiasmado com a idéia de ter Peres como presidente e vê-lo interferir no processo de paz, se resignou a apoiá-lo, afirmou o comentarista da rádio estatal, Yaron Dekel.
Weizman, de 76 anos, lutou até o final, mas teve de ceder sob as crescentes pressões da classe política, da imprensa e da opinião pública desde o começo do ano para que se demitisse.
O emissário especial da ONU para o Oriente Médio, Terje Roed-Larsen, pediu ao presidente do Líbano, Emile Lahoud, que acabe com as provocações do grupo xiíta libanês Hezbolah na fronteira com Israel. Roed-Larsen, que chegou a Israel na tarde de ontem procedente do Líbano, se encontrou com o chanceler David Levy e com o primeiro-ministro israelense Ehud Barak.


