O presidente paraguaio, Juan Carlos Wasmosy, assegurou ontem a observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) que as eleições presidenciais do país serão realizadas na data prevista, 10 de maio. O anúncio foi feito pelo chefe da missão da OEA, José Luis Chea, ao sair de uma reunião com Wasmosy no Palácio de López, sede do governo do Paraguai. ‘‘O presidente deu segurança e garantia de que as eleições não serão adiadas’’, disse Chea.
A incerteza sobre a realização da votação ampliou-se nesta semana, quando Wasmosy e o presidente do governante Partido Colorado, Luis Arga¤a, promoveram uma convenção extraordinária na qual mencionou-se a possibilidade de adiamento. Para sustentar tal pedido, os dirigentes colorados alegariam que houve irregularidades na convenção da qual o general da reserva Lino Oviedo saiu vitorioso, conquistando a vaga de candidato presidencial.
Preso desde dezembro por ordem de Wasmosy, Oviedo foi denunciado num tribunal militar pela tentativa de golpe de Estado de 1996. Um promotor militar pediu ao tribunal que Oviedo fosse sentenciado a 10 anos de prisão, mas ainda que os juízes militares aceitem o pedido, a sentença não tornaria Oviedo inelegível.
Ele só perderia o direito de concorrer ao cargo depois de a decisão ter sido homologada pelo Supremo Tribunal, mas, pelo trâmite normal, isso só ocorreria depois da eleição de maio.

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