Os norte-americanos consultaram ontem os russos para conhecer seu nível de cooperação em caso de um ataque contra o Afeganistão. Horas depois de um encontro crucial em Washington entre os chefes da diplomacia dos dois países, Colin Powell e Igor Ivanov, representantes russos e norte-americanos iniciaram consultas em Moscou.
As discussões são dirigidas pelo secretário de Estado adjunto, Richard Armitage, e pelo vice-ministro de Relações Exteriores, Viacheslav Trubnikov, ex-diretor do serviço externo de inteligência.
''Armitage e Trubnikov vão discutir sobre assuntos nos quais podemos cooperar em matéria de luta antiterrorista, incluindo a resposta dos Estados Unidos aos atos terroristas da semana passada em Nova York e Washington'', declarou à agência Riua Novosti o embaixador dos Estados Unidos em Moscou, Alexander Verschbow.
Ao mesmo tempo em que deu um consentimento implícito a uma resposta de Washington contra o Afeganistão, Moscou expressou grande resistência ante a utilização por forças norte-americanas ou da Otan das bases russas nas ex-repúblicas soviéticas da Ásia central para realizar uma operação. Washington quer reunir uma grande coalizão antiterrorista, mas Moscou se recusa a participar em uma operação junto com os norte-americanos.
''Cabe aos Estados Unidos atuar e assumir a responsabilidade. Não temos a intenção de participar em uma operação norte-americana'', declarou o chefe do Estado Maior russo, o general Anatoli Kvashnin, durante uma visita a Duchambe, capital do Tadjiquistão. O combate do exército soviético no Afeganistão, de 1979 até 1989, terminou em uma das mais humilhantes derrotas de sua história.

Visitas Além de Ivanov, os Estados Unidos receberam ontem o presidente da França Jacques Chirac, que prometeu apoio ''sem reservas'' aos americanos. Chirac visitou o memorial às vítimas do World Trade Center e sobrevoou os escombros das duas torres. Também foi recebida ontem por George W. Bush a presidente da Indonésia, Megawati Sukarnoputri, que lidera a maior nação muçulmana do planeta.
Hoje será a vez do primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi chegar aos Estados Unidos. Segundo a agência de notícias Jiji Press, o encontro entre Kizumi e Bush deverá acontecer amanhã.

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