Washington quer ação militar no Iraque
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sexta-feira, 14 de novembro de 1997
AE-Reuters Nova York 
INA/France PresseConfrontoConselho Revolucionário iraquiano reunido ontem em BagdáO Iraque ordenou ontem a saída imediata dos seis inspetores de armas americanos a serviço da Comissão Especial da ONU (Unscom), levando os EUA a convocar uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas na esperança de conseguir a aprovação de retaliações contra o regime de Saddam Hussein por sua decisão inaceitável.
Embora Bagdá tenha frisado que a expulsão vale só para os americanos e garantido que continuaria colaborando com o restante da Unscom, o chefe da comissão, Richard Butler, decidiu retirar do Iraque todos os seus 78 especialistas, de várias nacionalidades. A Unscom está encarregada de inspecionar a destruição dos arsenais iraquianos.
Decidi continuar resistindo à segregação do pessoal da Unscom conforme sua nacionalidade, disse Butler. Ficará em Bagdá, até que se resolva a crise, apenas uma equipe de dez homens - para guardar equipamentos e fazer a manutenção das instalações da ONU. Mas os vôos do avião americano de reconhecimento U-2 prosseguirão, mesmo com a ameaça iraquiana de derrubá-lo.
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Butler pediu às autoridades iraquianas que os inspetores dos EUA pudessem ir embora de avião, junto com os demais, mas o pedido foi rejeitado e os seis - considerados espiões por Bagdá - tiveram de partir por terra ontem à noite, rumo à Jordânia.
O início da reunião do Conselho de Segurança estava previsto para o fim da tarde de ontem em Nova York. Segundo os EUA, seriam estudadas medidas para demonstrar a Saddam que sua tentativa de dividir o mundo fracassou.
Reforçando a perspectiva de ação militar, a Grã-Bretanha anunciou que, por precaução, decidiu mandar o porta-aviões Invencible do Caribe para o Mediterrâneo.
Em Nova York, o vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, insistiu: O Iraque está pronto para continuar sua cooperação com a Unscom, que poderá cumprir totalmente suas funções com qualquer pessoal, exceto os americanos. Aziz advertiu que Butler arcará com a responsabilidade pela decisão de retirar todos os inspetores e suspender as atividades da comissão - declaração interpretada como uma ameaça de não permitir, no futuro, a retomada das inspeções.


