WashingtonPressões sobre o Egito por questões de direitos humanos, polêmicas com a Arábia Saudita devido a assuntos ligados ao terrorismo: os Estados Unidos estão em posição delicada com vários de seus principais aliados no Oriente Médio.
Essas fricções não favorecem o clima já ofuscado pelas divergências entre o governo do presidente George W. Bush e os países árabes sobre o conflito israelense-palestino e as perspectivas de um ataque militar ao Iraque, na opinião dos analistas.
Mais além das queixas esporádicas ''o mais grave é que a política norte-americana seja cada vez mais criticada no Oriente Médio, e que Washington dê a sensação de seguir uma estratégia que os países árabes não podem apoiar'', destaca Charles Butterworth, especialista em Oriente Médio da Universidade de Maryland.
O anúncio de que Washington não concederá ajuda suplementar ao Egito enquanto o intelectual egípcio-norte-americano Saad Eddine Ibrahim continuar na prisão provocou uma irada reação do Cairo.
As relações com Riad por sua vez passaram por uma zona de turbulência no começo de agosto, depois de virulentas acusações sobre um apoio saudita ao terrorismo por parte de um técnico do instituto independente Rand Corporation, durante reunião no Pentágono. Essas fricções foram reavivadas com a ação na justiça de familiares das vítimas dos atentados de 11 de setembro, que acusam a família real saudita de ter apoiado à Al Qaeda e seu líder Osama bin Laden.
A primeira reação saudita apareceu sexta-feira em forma de artigo publicado num jornal ligado ao governo, Al-Ryad, que pediu às autoridades uma ''revisão'' das suas relações com os Estados Unidos. ''O veneno que corre cada vez mais contra a Arábia Saudita reduz as possibilidades de que os Estados Unidos respondam aos verdadeiros problemas com esse país'', estima Rachel Bronson, de um centro de análises internacionais norte-americano.

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