Os Estados Unidos dão prioridade a um grande esforço mundial de inteligência para desarticular as redes clandestinas islâmicas dentro e fora do Afeganistão, asseguraram a participação essencial do Paquistão, e parecem descartar no momento uma ação militar rápida e espetacular contra os responsáveis pelos atentados terroristas de 11 de setembro.
O presidente George W. Bush pediu paciência ontem aos norte-americanos, em sua maioria favoráveis a uma ação militar, e lhes disse: ''Outros se cansarão e ficarão impacientes, mas não nossa nação. Outros farão especulações, mas não nossa nação''.
O secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, indicou por sua vez que os Estados Unidos ''não se precipitarão. Avançaremos aos poucos''.
O objetivo prioritário dos Estados Unidos parece ser atualmente localizar e neutralizar as redes clandestinas de terroristas para evitar novos ataques mortíferos.
''Não há nada mais importanre neste guerra que a informação, qualquer que sejam os meios para obtê-la'', declarou ontem um responsável do Pentágono, que pediu para não ser identificado.
Por outro lado, fontes paquistanesas indicaram que Islamabad enviará na sexta-feira uma delegação oficial ao Afeganistão em uma ''missão da última oportunidade'', para tentar convencer o líder do Taleban de voltar atrás e evite um conflito.
Paralelamente, funcionários do Departamento de Estado americano jogaram um balde de água fria na possibilidade de mediação com o regime do Taleban através do líder negro dos direitos civis reverendo Jesse Jackson. Washington descarta qualquer negociação com o Taleban e exige simplesmente que entreguem Bin Laden, que mora há cinco anos no Afeganistão.

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