Washington critica Israel e palestinos
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quinta-feira, 07 de agosto de 1997
France Press 
Washington
France PressEntrevistaO líder palestino, Yasser Arafat, fala sobre a situação no Oriente MédioO departamento de Estado considerou, ontem, contraproducentes as declarações do chefe palestino, Yasser Arafat, que ameaçou desencadear uma onda de violência contra Israel. Considerou da mesma forma as declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Caso Netanyahu continue atacando a população palestina, pode contar que haverá uma gigantesca explosão, ninguém poderá deter, declarou Yasser Arafat numa entrevista ao jornal israelense, Yediot Aharonot. Não acreditamos que estas declarações sejam úteis, afirmou o porta-voz do departamento de Estado, James Rubin.
rejeitou também qualquer comparação entre o chefe palestino e o dirigente líbio, Muamar Kadafi. Consideramos Arafat como um sócio, enquanto Kadafi é uma pessoa a margem da lei internacional, acrescentou. Netanyahu tinha declarado que a Autoridade Palestina era um regime que apoiava o terrorismo, comparando-a com o Irã e a Líbia. Rubin voltou a afirmar que a próxima viagem do mediador especial para o Oriente Médio, Denis Ross tratará só da questão da segurança, em particular, visando reativar a cooperação entre os serviços de segurança palestinos e israelenses na luta antiterrorismo.
Sobre a possibilidade da secretária do departamento de Estado, Madeleine Albright acelerar as negociações do estatuto final dos territórios palestinos, Rubin disse que, para Albright, esta agilização deve combinar com a aplicação do acordo interino sobre a autonômia palestina. A negociação do estatuto final deve terminar no começo de 99, prazo muito longo, ressaltou Rubin. Os Estados Unidos querem encurtar este prazo bastante, ressaltou.
Rubin rejeitou que Albright tenha querido fazer concessões a Netanyahu, que foi o primeiro a propor a aceleração da negociações sobre o estatuto final, depois de eleito. Ele pretendia uma definição em seis meses. O jornal americano The Washington Post disse num editorial publicado ontem, que os EUA deveriam ter uma opinião formal pela criação na Cisjordania e Gaza de um estado palestino desmilitarizado, uma postura que contrasta com a opinião habitual dos meios de comunicação americanos. Analisando as declarações de Albright de quarta-feira, o jornal critica duramente o governo Clinton e sua secretária de estado pela falta de visão a longo prazo no Oriente Médio.


