Wagner deve ficar duas semanas no hospital
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segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O paranaense que sobreviveu ao acidente de avião no Peru, na semana passada, Wagner Roberto Adolfato Souza, 25 anos, permanecerá pelo menos mais duas semanas internado na ala de queimados do Hospital Evangélico (HE), de Curitiba, onde está sendo dada continuidade ao tratamento a que ele vinha se submetendo no hospital peruano.
A decisão sobre o tratamento de Wagner foi dada ontem de manhã pelo cirurgião plástico Sérgio Luiz Lopes, chefe da equipe médica do HE. De acordo com ele, a situação de Wagner é estável. ''Ele teve queimaduras de médio porte, algumas mais artificiais, outras mais profundas nos dois braços, na cervical e rosto'', disse. Ele afirmou, ainda, que o rapaz teve 25% do corpo queimado, e não 14% como afirmou, anteontem, o médico peruano Walter Navarro, especialista em cirurgia plástica, que o acompanhou na viagem de volta ao Brasil.
Wagner sofreu o acidente quando fazia um vôo da companhia Tans Peru, entre Lima (capital) com destino à Pucallpa (490 km ao noroeste de Lima), onde iria trabalhar. A 4,8 quilômetros do aeroporto de Pucallpa, o avião caiu ao tentar um pouso de emergência, durante uma tempestade. Das 98 pesoas a bordo, 40 morreram.
Wagner, desembarcou no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, cidade onde reside, domingo de manhã, mas foi levado em seguida para o hospital. Ontem de manhã, após sedar o rapaz, retirar as ataduras e fazer uma avaliação mais detalhada sobre seu estado, a equipe concluiu que os procedimentos tomados pelos médicos peruanos estavam corretos.
Os médicos peruanos utizaram a técnica de ''xenoenxerto'', que consiste na aplicação de pele de animal sobre a queimadura, com objetivo de regenerar a pele e evitar infecções. Wagner recebeu pele de porco nos dois braços. ''Quando essa pele começar a descolar é sinal que já estará cicatrizando'', explica o médico. Três dias por semana ele também terá que se submeter a um procedimento especial no centro cirúrgico. Sob efeitos de sedativo, será feita lavagem e medicação nos locais queimados.


