Vulcão volta à atividade e ameaça capital equatoriana
Associated Press
De Quito
Os habitantes da capital equatoriana foram informados na segunda-feira que o vulcão Guagua Pichincha, perto da cidade, pode entrar em erupção nos próximos dias. Nós devemos nos manter calmos, mas a contagem regressiva para uma eventual erupção já começou, disse Roque Sevilla, prefeito de Quito.
O vulcão, localizado a 12 quilômetros da capital, vem soltando imensas nuvens de vapor de mais de três quilômetros de altura desde 24 de agosto. Em outubro do ano passado, a região esteve em alerta após os primeiros aumentos dos níveis de lava do vulcão serem detectados.
Na segunda-feira, o prefeito fez um novo alerta ao conselho do Instituto Geofísico do Equador. Porém, os cientistas do instituto antecipam que o vulcão não deve trazer maiores problemas para a capital e seus 1,4 milhões de habitantes.
A cidade seria protegida pelo vulcão inativo Pichincha, que é 400 metros mais alto do que o Guagua Pichincha. De acordo com o prefeito da capital, não será necessário evacuar os habitantes, pois o máximo que pode acontecer é uma chuva de cinzas sobre a cidade.
População ameaçadaEntretanto, os 5 mil habitantes das vilas de Lloa, Nono e Mindo, que ficam nas laterais do vulcão podem ser atingidos por lava, fumaça tóxica e cinzas vulcânicas. A Defesa Civil e forças militares serão enviadas a Lloa, considerada a mais vulnerável das vilas para preparar planos de evacuação emergenciais. A última vez em que o Guagua Pichincha entrou em erupção foi em 1660. Ele expeliu cinzas por nove dias, mas não matou ninguém.
Com a ameaça presente, muitos dos moradores nas localidades mais próximas ao vulcão já começaram a fugir.





