Jacarta O vulcão Merapi, que já causou 36 mortes na ilha de Java, na Indonésia, teve ontem sua erupção mais forte e que causou maior estrondo desde a primeira, na terça-feira, indicaram testemunhas e fontes oficiais.
A forte erupção levou as autoridades a ampliar até mais de 1 km o perímetro de segurança estabelecido ao redor do vulcão e a mudar de posição alguns dos controles policiais e do Exército.
Anteontem o vulcão expeliu grandes nuvens de gás e cinza incandescente, além de lava pela primeira vez.
Desde terça-feira, 47 pessoas foram internadas em hospitais da região, segundo dados da Agência Nacional de Controle de Desastres.
Um total de 47.906 indonésios, a maioria dos habitantes da área, se refugiou nos centros de amparo montados além do perímetro de segurança de 10 km de raio em torno do Merapi.
A série de erupções é uma das duas catástrofes naturais que o país enfrenta desde o início da semana e que provocaram a morte de pelo menos 451 pessoas, segundo o balanço mais recente.
Mais de mil quilômetros ao norte do vulcão, as más condições meteorológicas dificultavam as tarefas de ajuda aos desabrigados pelo tsunami que devastou o arquipélago de Mentawai, no Oceano Índico.
O governo da Indonésia anunciou neste sábado que 135 pessoas declaradas desaparecidas foram encontradas vivas em uma das ilhas devastadas pelas ondas gigantes.
A nova erupção do Merapi, que aconteceu às 1 hora (16 horas de Brasília, sexta-feira), foi mais forte e fez mais barulho que a de terça-feira, projetando cinzas a 20 km da cratere, segundo os moradores da região.
Ao contrário da erupção de terça-feira, a deste sábado não provocou mortes diretas, mas duas pessoas faleceram em um acidente de trânsito quando milhares de pessoas tentavam fugir, de madrugada, da área afetada.

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